terça-feira, 31 de julho de 2018

Provai os espíritos a ver se são de Deus (Santo Inácio de Loyola)

Da Narrativa autobiográfica de Santo Inácio, recolhida de viva voz pelo Padre Luís Gonçalves da Câmara

(Cap.1,5-9:Acta Sanctorum Iulii,7 [1868],647)(Séc.XVI)

Inácio gostava muito de ler livros mundanos e romances que narravam supostos feitos heróicos de homens ilustres. Assim que se sentiu melhor, pediu que lhe dessem alguns deles, para passar o tempo. Mas não se tendo encontrado naquela casa nenhum livro deste gênero, deram-lhe um que tinha por título A vida de Cristo e outro chamado Florilégio dos Santos, ambos escritos na língua pátria.

Com a leitura freqüente desses livros, nasceu-lhe um certo gosto pelos fatos que eles narravam. Mas, quando deixava de lado essas leituras, entregava seu espírito a lembranças do que lera outrora; por vezes ficava absorto nas coisas do mundo, em que antes costumava pensar.

Em meio a tudo isto, estava a divina providência que, através dessas novas leituras, ia dissipando os outros pensamentos. Assim, ao ler a vida de Cristo nosso Senhor e dos santos, punha-se a pensar e a dizer consigo próprio: “E se eu fizesse o mesmo que fez São Francisco e o que fez São Domingos?” E refletia longamente em coisas como estas.

Mas sobrevinham-lhe depois outros pensamentos vazios e mundanos, como acima se falou, que também se prolongavam por muito tempo. Permaneceu nesta alternância de pensamentos durante um tempo bastante longo. Contudo, nestas considerações, havia uma diferença: quando se entretinha nos pensamentos mundanos, sentia imenso prazer; mas, ao deixá-los por cansaço, ficava triste e árido de espírito. Ao contrário, quando pensava em seguir os rigores praticados pelos santos, não apenas se enchia de satisfação, enquanto os revolvia no pensamento, mas também ficava alegre depois de os deixar.

No entanto, ele não percebia nem avaliava esta diferença, até o dia em que se lhe abriram os olhos da alma, e começou a admirar-se desta referida diferença. Compreendeu por experiência própria que um gênero de pensamentos lhe trazia tristeza, e o outro, alegria. Foi esta a primeira conclusão que tirou das coisas divinas. Mais tarde, quando fez os Exercícios Espirituais, começou tomando por base esta experiência, para compreender o que ensinou sobre o discernimento dos espíritos.

Responsório 1Pd 4,11.8a

R. Se alguém fala, que sejam palavras de Deus;
se alguém serve, que seja com a força de Deus,
* Para que em todas as coisas
Deus seja louvado, através de Jesus.

domingo, 29 de julho de 2018

Para quem diz que a religião deve se preocupar apenas com o espírito...

Reflexão para o XVII Domingo do Tempo Comum

A reflexão deste domingo é inspirada no Evangelho de São João 6,1-15.

Padre Cesar Augusto - Cidade do Vaticano

 Para quem diz que a religião deve se preocupar apenas com o espírito, deverá surpreender o tema deste domingo onde na primeira leitura e no Evangelho o pão é multiplicado para que todos se alimentem bem. Aliás, na Sagrada Escritura, o verbo “comer” aparece quase mil vezes, enquanto que “rezar” apenas umas cem.

Na primeira leitura, o profeta Eliseu não aceita comer, em uma situação de penúria, de fome mesmo, os 20 pães que um devoto de outro lugar lhe traz. Ele diz a esse bom homem que o distribua aos seus cem seguidores. O benfeitor diz ser impossível, que o pão é pouco e os ouvintes são cinco vezes mais. Eliseu ordena, confiando na Palavra de Deus dita a ele. “O homem distribuiu e ainda sobrou” nos diz a Sagrada Escritura.

Naquela época isso aconteceu, bem como outros sinais semelhantes, para que o povo confiasse só em Deus e não nos ídolos. Deus se preocupa com nossas necessidades materiais, mas quer a nossa colaboração.

Por isso a multiplicação do que foi trazido, do esforço físico de quem trabalhou, da solicitude de quem o trouxe e da generosidade e fé do profeta, que não reteve o dom para si, mas ensinou o homem a partilhar o que Deus criou para todos.

A atitude de Eliseu faz Deus ser verdadeiro e não mentiroso, já que o Senhor havia dito “Comerão e ainda sobrará”.

Conta-se que São Vicente de Paulo ao chegar à cidade em que foi destinado como pároco, assistiu a morte de uma senhora e ficou penalizado por ter deixado sua filhinha de pouca idade. Após o sepultamento perguntou à população bastante pobre, quem tinha mais filhos e apareceu uma mãe com seus quatro filhos. Aí São Vicente entregou a ela a pequena órfã e acrescentou, mais ou menos assim: “quem tem menos posses e mais filhos, sabe dividir e aceita o novo membro como bênção”.

No Evangelho, ao mandar as pessoas se sentarem, Jesus quer dizer que todos são cidadãos livres, já que os escravos não se sentavam para comer. Mais ainda, o projeto de Jesus não ensina primeiro acumular para depois dividir, mas partilhar o que cada um possui, para que todos fiquem saciados.

Esta é a autêntica Eucaristia, o dom de Deus, associado ao esforço das pessoas, em vista da partilha, da fraternidade e da igualdade.

E a Carta de Paulo aos Efésios nos diz que há “um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos”.

Que nosso testemunho de crer no Deus único e verdadeiro no leve a colocar as mãos em nosso bolso e partilhar tudo aquilo que recebemos ou produzimos porque dele tudo recebemos para partilhar, para sermos irmãos.

(https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-08/reflexao-17-domingo-tempo-comum.html)

sábado, 28 de julho de 2018

Nosso coração se dilatou.

Das Homilias sobre a segunda Carta aos Coríntios, de São João Crisóstomo, bispo

(Hom. 13,1-2: PG 61, 491-492)(Séc. IV)

Nosso coração se dilatou. Aquilo que produz calor costuma dilatar. Assim é próprio da caridade dilatar, pois é uma virtude cálida e fervente. Ela abria também a boca de Paulo e lhe dilatava o coração. "Não amo só de boca, diz ele; meu coração, em verdade, harmoniza-se com o amor; por isso falo confiante, com toda a voz e toda a mente". Nada de mais amplo do que o coração de Paulo que, à semelhança de um enamorado, abraçava a todos os fiéis com intenso amor, sem dividir e enfraquecer a amizade, mas conservando-a indivisa. Que há de admirar se era assim em relação aos homens piedosos, se até aos infiéis da terra inteira seu coração os abraçava? Por isto não diz apenas "Amo-vos", mas, o faz com maior ênfase: Nossa boca se abre, nosso coração se dilata. Guardamos a todos dentro de nós e não de qualquer jeito, mas com imensa amplidão. Pois aquele que é amado, sem temor passeia no íntimo do coração do que ama. Assim diz: Não estais apertados em nós, mas sim em vossos corações. Vê a censura temperada com não pequena indulgência. Isto é bem de quem ama. Não disse: "Vós não me amais", e sim: "Não do mesmo modo". De fato,não queria atormentá-los com maior severidade.

Em várias passagens, extraindo textos de cada epístola sua, pode-se ver de que amor incrível ardia para com os fiéis. Aos romanos escreve: Desejo ver-vos; e: Muitas vezes fiz o propósito de ir até vós; e também: Se de qualquer modo puder ir fazer-vos boa visita. Aos gálatas escreve: Meus filhinhos, aos quais gero de novo; e aos efésios: Por esta razão dobro meus joelhos por vós. E aos tessalonicenses: Qual a minha esperança ou gáudio, ou coroa de glória? não sois vós? Dizia, também, carregá-los em suas cadeias e em seu coração.

Igualmente aos colossenses escreve: Desejo que vejais, vós e aqueles que ainda não viram meu rosto, a grande luta que sustento por vós, para que vossos corações se fortaleçam. Aos tessalonicenses: À semelhança de uma mãe que acalenta seus filhos, assim amando-vos, desejávamos vos dar não só o Evangelho, mas nossas vidas. Não estais apertados em nós. Não diz apenas que os ama, mas que é amado por eles, para deste modo atraí-los melhor. Pois assim escreve: Tito chegou e contou-nos vosso desejo, vossas lágrimas, vosso zelo.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Vós os conhecereis pelos seus frutos

Dos Sermões de São João Damasceno, bispo

(Orat. 6, in Nativitatem B. Mariae V., 2.4.5.6:PG 96, 663.667.670)

(Séc.VIII)

Estava determinado que a Virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana. Por isso, a natureza não ousou antecipar o germe da graça, mas permaneceu sem dar o próprio fruto até que a graça produzisse o seu. De fato, convinha que fosse primogênita aquela de quem nasceria o primogênito de toda a criação, no qual todas as coisas têm a sua consistência (cf. Cl 1,17).

Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente devedora. Pois foi por vosso intermédio que a criatura ofereceu ao Criador o mais valioso de todos os dons, isto é, a mãe pura, a única que era digna do Criador.

Alegra-te, Ana estéril, que nunca foste mãe, exulta e regozija-te, tu que nunca deste à luz (Is 54,1). Rejubila-te, Joaquim, porque de tua filha nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; o nome que lhe foi dado é: Anjo do grande conselho, salvação do mundo inteiro, Deus forte (Cf. Is 9,5). Este menino é Deus.

Ó casal feliz, Joaquim e Ana, sem qualquer mancha! Sereis conhecidos pelo fruto de vossas entranhas, como disse o Senhor certa vez: Vós os conhecereis pelos seus frutos (Mt 7,16). Estabelecestes o vosso modo de viver da maneira mais agradável a Deus e digno daquela que de vós nasceu. Na vossa casta e santa convivência educastes a pérola da virgindade, aquela que havia de ser virgem antes do parto, virgem no parto e continuaria virgem depois do parto; aquela que, de maneira única, conservaria sempre a virgindade, tanto em seu corpo como em seu coração.

Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei natural, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus, que foi mãe sem a participação de homem algum. Levando, ao longo de vossa existência, uma vida santa e piedosa, gerastes uma filha que é superior aos anjos e agora é rainha dos anjos.

Ó formosíssima e dulcíssima jovem! Ó filha de Adão e Mãe de Deus! Felizes o pai e a mãe que te geraram! Felizes os braços que te carregaram e os lábios que te beijaram castamente, ou seja, unicamente os lábios de teus pais, para que sempre e em tudo conservasses a perfeita virgindade! Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos, exultai e cantai salmos (cf. Sl 97,4-5). Levantai vossa voz; clamai e não tenhais medo.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Nada absolutamente prefiram a Cristo

Da Regra de São Bento, abade

(Prologus, 4-22;cap.72,1-12:CSEL75,2-5.162-163)

(Séc.VI)

Antes de tudo, quando quiseres realizar algo de bom, pede a Deus com oração muito insistente que seja plenamente realizado por ele. Pois já tendo se dignado contar-nos entre o número de seus filhos, que ele nunca venha a entristecer-se por causa de nossas más ações. Assim, devemos em todo tempo pôr a seu serviço os bens que nos concedeu, para não acontecer que, como pai irado, venha a deserdar seus filhos; ou também, qual Senhor temível, irritado com os nossos pecados nos entregue ao castigo eterno, como péssimos servos que o não quiseram seguir para a glória.

Levantemo-nos, enfim, pois a Escritura nos desperta dizendo: Já é hora de levantarmos do sono (cf. Rm 13,11). Com os olhos abertos para a luz deífica e os ouvidos atentos, ouçamos a exortação que a voz divina nos dirige todos os dias: Oxalá, ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações (Sl 94,8); e ainda: Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas (Ap 2,7).  E o que diz ele? Meus filhos, vinde agora e escutai-me: vou ensinar-vos o temor do Senhor (Sl 33,12). Correi, enquanto tendes a luz da vida, para que as trevas não vos alcancem (cf. Jo 12,35).

Procurando o Senhor o seu operário na multidão do povo ao qual dirige estas palavras, diz ainda: Qual o homem que não ama sua vida, procurando ser feliz todos os dias? (Sl 33,13). E se tu, ao ouvires este convite, responderes: Eu, dir-te-á Deus: Se queres possuir a verdadeira e perpétua vida, afasta a tua língua da maldade, e teus lábios, de palavras mentirosas. Evita o mal e faze o bem, procura a paz e vai com ela em seu caminho(Sl 33,14-15). E quando fizeres isto, então meus olhos estarão sobre ti e meus ouvidos atentos às tuas preces; e antes mesmo que me invoques, eu te direi: Eis-me aqui (Is 58,9). Que há de mais doce para nós, caríssimos irmãos, do que esta voz do Senhor que nos convida? Vede como o Senhor, na sua bondade, nos mostra o caminho da vida!

Cingidos, pois, os nossos rins com a fé e a prática das boas ações, guiados pelo evangelho, trilhemos os seus caminhos, a fim de merecermos ver aquele que nos chama a seu reino (cf. 1Ts 2,12). Se queremos habitar na tenda real do acampamento desse reino, é preciso correr pelo caminho das boas ações; de outra forma, nunca  chegaremos lá.

Assim como há um zelo mau de amargura, que afasta de Deus e conduz ao inferno, assim também há um zelo bom, que separa dos vícios e conduz a Deus. É este zelo que os monges devem pôr em prática com amor ferventíssimo, isto é, antecipem-se uns aos outros em atenções recíprocas (cf. Rm 12,10). Tolerem pacientissimamente as suas fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo o que o é para o outro; ponham em ação castamente a caridade fraterna; temam a Deus com amor; amem o seu abade com sincera e humilde caridade; nada absolutamente prefiram a Cristo; e que ele nos conduza todos juntos para a vida eterna.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

"A tua fé te salvou"!


Mateus 9,18-26: 18Enquanto Jesus estava falando,  um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: 'Minha filha acaba de morrer.  Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.' 19Jesus levantou-se e o seguiu,  junto com os seus discípulos.  20Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos,  veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21Ela pensava consigo: 'Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada.' 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: 'Coragem, filha! A tua fé te salvou.' E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24e disse: 'Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo.' E começaram a caçoar dele. 25Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.

Muitas vezes, aos nos depararmos com os textos de cura de Jesus, ficamos parados no milagre em si, e nos esquecemos de ver as pessoas que estão na cena, perdendo a riqueza de detalhes da ação missionária de Jesus.
Santo Inácio de Loyola, nos exercícios espirituais, nos ensina, na oração de contemplação, a vermos a cena em questão. Olha com os olhos da imaginação. Compor o lugar, ver as pessoas, sentir os cheiros. Ouvir o que estão falando. Ir além do que se lê. Ele nos sugere, inclusive, a participarmos da cena, de qualquer maneira. E depois, tirar proveito da contemplação feita.
Na cena de hoje, vejo duas pessoas distintas: um chefe (não sabemos do quê), e uma mulher (do povo). Ambos precisam de Jesus. Precisam de sua ajuda. Precisam de sua misericórdia. Precisam de sua intervenção.
O “Chefe” fez um pedido a Jesus: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá.” E Jesus está a caminho para atender o chefe. Mas, entre sua partida, e a chegada a casa do chefe, existe outra pessoa. Curioso notar que nenhuma das duas são nomeadas.
Uma mulher. Pela sua situação feminina, era colocada de lado. Tal como as crianças, não tinha valor naquela sociedade. E ainda mais, sofria de uma enfermidade que lhe tirava o direito de estar em sociedade. De conviver. Uma situação também de morte.
Esta mulher acreditava que basta tocar na barra da túnica de Jesus para ser curada. Acreditava. Não precisava de Palavra. Não precisava de toque. Bastava colocar a mão na barra da veste de Jesus. E isso ela fez! Sua fé era tão forte, que Jesus, sendo tocado pela multidão que o cercava, sentiu uma força dai dele. Diante disso, parou! Voltou-se para a mulher, que humilhada, pobre, estava de cabeça baixa, quase deitada no chão. Jesus olhou para ela. E disse: 'Coragem, filha! A tua fé te salvou.' Jesus deu a ela mais do que cura. Jesus lhe deu a salvação. Agora ela poderia voltar para casa, para a família, para a convivência com os outros.
Mas, Jesus estava a caminho da casa do “chefe”. Ao chegar, deparou-se com a multidão daqueles que estavam descrentes com a vida, pois já estavam nos preparativos do velório. Aqui, Jesus é caçoado. A multidão que estava na casa do chefe não compreendia quem era Jesus. Jesus pede que se retirem. E num gesto de quem levanta quem está caído, toma a menina pela mão e ela se levanta.
Aqui temos o ponto de intercessão das duas histórias. Primeiro, uma mulher caída por uma doença. Segundo, um pai caído pela ”morte” da filha (uma menina caída na cama). Jesus levanta as duas. Jesus restitui a vida para essas duas pessoas: mulher e “chefe”. Quando perdemos um filho ou uma filha, perdemos a própria vida. Quando estamos doentes, sem poder estarmos juntos com os outros, também perdemos um pouco da nossa própria vida.
Não importa nossa situação social. O que tiramos de proveito hoje são as próprias palavras de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida”.
Sejamos promotores da vida! Valorizemos aquilo que nos dá vida! Sejamos missionários/missionárias de todos e de todas, independente da situação social.