quarta-feira, 30 de novembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Advento: ano novo, vida nova!

Queridas irmãs e irmãos,

Iniciamos um novo ano litúrgico. O Advento é o momento de aprofundarmos nossa oração. É hora de contemplarmos a encarnação de Jesus, vislumbrando a sua volta.
Ao intensificar nosso momento de oração, buscamos voltar nosso olhar para aqueles que tem fome, sede, estão nus, encontram-se presos ou estão nos hospitais sem nenhuma visita. É Jesus que se faz presente em cada uma dessas pessoas.
O Advento reveste a Igreja de roxo. Mas não o roxo da penitência. E sim da espera. Da expectativa. Da esperança. Da volta definitiva de Jesus. Conforme lemos em Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículo 11b: “Homens da Galileia, porque vocês estão ai parados, olhando para o céu? Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu, virá do mesmo modo com que vocês o viram partir para o céu” (At 1,11b ).
O Advento é o momento de vivermos para o aqui e o agora vislumbrando o futuro, o amanhã. Somos convidados a meditar sobre nossa prática religiosa. Aprofundarmos nossos relacionamentos.
Em seus Exercícios Espirituais, Santo Inácio de Loyola ao iniciar a segunda semana dos Exercí-cios, nos convida a contemplarmos a encarnação da segunda pessoa da Trindade da seguinte forma: “Aqui recordarei como as três Pessoas divinas, lançando os olhos sobre toda a terra cheia de homens, e vendo como todos se precipitavam no inferno, decretaram em sua eternidade que a segunda Pessoa da SS. Trindade se fizesse homem para salvar o gênero humano, e assim, chegada a plenitude dos tempos, o Arcanjo S. Gabriel foi enviado a N. Senhora” (EE 102).
Ao propor essa meditação, Santo Inácio que nos levar a refletir sobre nossa situação diante de tão grande mistério. Nossos pecados nos levam para o caminho oposto do Reino dos Céus.
Meditemos. Olhemos para nossos corações. Para nossas condutas. Para nossas ações. Para nossas palavras. A exterioridade do Natal não pode ofuscar a grandiosidade da salvação do gênero humano.
Aproveitemos esse momento para realizarmos uma mudança de vida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

"Quem tiver amor pela lei e quiser conservar a aliança, venha e siga-me!"


Com essas palavras, Matatias (1 Mac. 2,27) não se curva à tentativa de rejeitar a fé para salvar a sua vida e de sua família. Ele sabe que seu exemplo é fundamental para os jovens. Afirma: "Deus nos guarde de abandonarmos sua lei e seus mandamentos" (Mac. 2,21).
As palavras de Matatias são um convite a refletirmos sobre nossa vivência da fé nos dias de hoje. Somos muito provados em nossa fé nos dias atuais. O mundo nos pede provas diárias de noos amor a Deus: paciência, ajuda aos pobres, defender a saúde e educação pública, moralidade política, salário e moradia dignos, saneamento básico. Estamos dispostas, em nome da fé, a tomar atitudes coerentes? Ou vamos nos vender para os corruptos? Quando votamos em pessoas que não tem compravada reputação pública, estamos indo contra nossa própria fé. Quando não investigamos as ações de nossos políticos, estamos indo contra nossa própria fé.
Matatias disse: "não nos desviemos de nossa religião nem para a direita nem para a esquerda". Nossa fé deve nortear todas as nossas ações.
Oremos: "Ó Deus, que destes a santa Isabel da Hungria reconhecer e venerar o Cristo nos pobres, concedei-nos, por sua intercessão, servir os pobres e aflitos com incansável caridade. Por nosso Senhora Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!"

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Fizemos o que devíamos fazer"

Naquele tempo, disse Jesus: “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”. (Lc 17,7-10).

Desafio: que tal você deixar seu comentário? Topas?

"Deus criou o homem para a imortalidade"



Livro da Sabedoria.

Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem. A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto; no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos. (Sabedoria 2,23-3,9).

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Esperança. Perdão. Fé

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos. Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”. Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”. (Lc. 17,1-6).
Comentário: O evangelho de hoje nos mostra como dar continuidade ao processo de como adquirir Felicidade.
Temos três partes no Evangelho de hoje. Cada uma delas trata de um assunto, mas que possuem ligaçã íntima entre eles.
Primeiro, Jesus fala de escândalo. Escandalizar é viver em discordância com a fé. É pregar, falar, rezar de um jeito; e viver, praticar, agir de outra maneira. Isso escandaliza, principalmente aos pequenos. Aqueles que não sabem discernir entre a vida e a pregação.
Segundo, Perdoar. Mais uma vez volta o tema do perdão. Saber acolher aquele que, reconhecendo o erro, volta para pedir perdão. Não importa quantas vezes isso aconteça. Aquele que quer ser feliz deve perdoar sempre. Estar disposto a acolher o pedido de perdão do outro.
E por último, a Fé. Aquele que tem fé evita escândalos, e se reconhece pecador necessitado de perdão. A fé nos impulsiona para o pedido de perdão. A Fé nos faz agir com coerência, sem produzir escândalos.
Rezemos: "Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!"

O que fazer para ser Feliz?


A busca da Felicidade.
O que faço para ser feliz?
Todas e todos querem ser felizes. A felicidade é um estado de espírito que nos permite olhar para os outros e para o mundo com o olhar da satisfação. Faça essa pergunta a quem você conhece: Você quer ser feliz?
Pergunte também se esta pessoa é feliz. Com certeza ela dirá que sim. E se você perguntar como e porque ela é feliz, ela lhe responderá, porvavelmente: sou bem casado, tenho um trabalho (emprego), meus filhos estudam, tenho um plano de saúde, cada própria, carro etc.
Entretanto, a leitura do Evangelho de ontem nos mostra um novo caminho para a felicidade. Um caminho nos faça ver o a felicidade com um sair de nós.
Jesus enumera as pessoas que são felizes: os pobres; os aflitos; os mansos; os que tem fome e sede de justiça; os misericordiosos; os puros de coração; os que promovem a paz; os perseguidos por causa da justiça.
Quem são os pobres? São todos aqueles que se colocam na dependência de alguém. Pessoas desprovidas de qualquer segurança neste mundo. São aqueles (e aquelas) que não tem a quem recorrer em suas necessidades primárias. Ser pobre é abandonar-se nas mãos de Deus.
Os aflitos. São todos aqueles que sofrem o sofrimento do outro. Sofrem com a falta de atendimento hospitalar daqueles que não tem plano de saúde. São aqueles que sofrem com a violência, mesmo não sofrendo dela diretamente. Chora com os que chora. Se indignam com as situações de injustiça deste mundo.
Os mansos. Não são aqueles que em nada reagem. São pessoas indignadas com tudo o causa desunião, injustiça, falta de amor. Ser manso é saber reagir sem violência. Como fizeram Gandhi, Luter King, Teresa de Calcutá, Dulce dos Pobres, João Paulo II...
Os que tem fome e sede de justiça. Pessoas que lutam, constantemente, pelos que não tem voz nem vez. A expressão máxima desse tipo de pessoa foi Dom Hélder Câmara. Pode ser que eu exagere dizendo que foi a "expressão máxima", mas foi um exemplo de luta pela justiça. Além de Hélder, temos, ou tivemos Paulo Evaristo Arns, José Maria Pires, dentre vários outros sacerdotes e bispos da Igreja Católica.
Os misericordiosos, os puros de coração e os que promovem a paz. São três tipos de pessoas que reunem as características de uma só gesto. Aqueles que são puros de coração conseguem ser misericordiosos. Sabem perdoar, tal como fez Jesus, mesmo na cruz. O misericordioso pode se chamar assim, porque possuem coração puro. E todos aqueles que são misericordiosos e puro de coração, promovem a paz.
E por último, resumindo tudo, Jesus chama de feliz aqueles que são perseguidos. Mas não é qualquer perseguição. É uma perseguição pela construção de uma sociedade livre, justa, fraterna, misericordiosa, sem ostentação (pobre no sentido espiritual), inclusiva. Uma sociedade que prenuncia o Reino dos Céus. Por isso, todos são Bem-aventurados, pois já conseguem realizar aqui o que será no Reino definitivo.
Roguemos a Deus para nos convertamos e possamos construir nesta vida uma pequena parte do Reino dos Céus.
Para ouvir e refletir.
Amar como Jesus amou.
Um jovem Galileu