sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Assembléia Paroquial

Prezados irmãos e irmãs,

Peço a todos e a todas que lêem essa minha coluna, que rezem pela Assembléia Paroquial de nossa paróquia, amanhã. Será um momento de avaliação e planejamento. É uma oportunidade divina. O próprio Jesus convidava seus discípulos para avaliar a missão.

Agradeço as orações.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Levantavai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

Prezados irmãos e irmãs,

(Lc 21,20-28).
A leitura do Evangelho de hoje é uma leitura escatológica. Segundo a teologia, quando Lucas escreve, os romanos haviam feito um ataque a Jerusalém. Este acontecimento é um sinal de que estava próximo o fim dos tempos.
É um estilo chamado apocalíptico. Quer nos fazer ver nos sinais históricos a presença de Deus. É claro que a cena pintada por Lucas nos assusta. Mas se refletirmos profundamente, aprenderemos que é necessário observarmos o que ocorre me nossa vida no dia-a-dia.
Quando nos afastamos de Deus, nossa vida se torna um caos. Pode ser que não percebemos, pois o demônio nos causas de alegria aparente. A ausência de Deus em nossas vidas parece um barulho de mar e ondas a nos invadir os ouvidos. Nossos desespero é tão grande, que chegamos a perder os sentidos (desmaio). Calamidades.
Jesus faz um fala onde parecer que a desgraça vai imperar antes de sua vida. Se fisermos uma leitura do momento da distruição de Sodoma e Gomorra, veremos que o quadro era o mesmo. Ló presencia tudo. Sua família foge para as montanhas. Ir para a montanha era ir ao encontro de Deus.
É assim que Jesus quer que ajamos. Devemos estar sempre procurando a montanha. O lugar onde Deus se deixa achar, encontrar. E isso é na prática da Justiça. Na atenção aos pobres. Na nossa doação. Na vida que colocamos a serviço do bem do próximo.
As calamidades existem. Calamidades pública e indivduais. Mas a forma como nos relacionamos com Deus será o ponto como enxergaremos esses momento de dor em nossas vidas.
Aprendamos a olhar para a história com os olhos de Deus. Assim, estaremos prontos para a vinda gloriosa do Senhor.

Deus abençoe a todos e a todas

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

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Sereis presos e perseguidos... postos na prisão

Prezados amigos e amigas,

O Evangelho é bem duro em sua colocação. Jesus não nos promete maré mansa. Ele é bem claro: "serei presos e perseguidos... postos na prisão". Aquele ou aquela que assume a sua fé é perseguido(a).
Ao assumir a radicalidade do evangelho de Jesus em nossas vidas, certamente seremos perseguidos. Vejam, dentro de nossas próprias casas e famílias: "sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos".
Essa leitura de hoje nos remete a um texto passado, que já comentei aqui, onde Jesus dizia que vomitaria aquele que é morno. A leitura de hoje nos faz refletir sobre nossa prática cristã. Sobre nossa fé. É um termômetro para medirmos como somos testemunhas de Jesus no mundo de hoje.
O texto foi escrito para os primeiros cristãos, onde a perseguição era mais violenta. Hoje, essa perseguição ainda existe. Entretanto, mais sutil. De um forma velada. Nossa Igreja e nossa fé são constantemente ameaçadas pela imprenssa, pelos governos, pelo liberalismo, pelo comunismo. Enfim, pelas doutrinas políticas que buscam impor um indiferentismo religioso. Onde todas as religiões são tratadas de forma igual. Respeito é uma coisa. Igualdade é outra.
Só há um Caminho. Só há uma Verdade. Só há um que pode gerar Vida. JESUS.
Reflitamos sobre essa palavra. Pensemos em nossa demonstração de fé pública. Não digo missas ou outras atividades religiosas. Mas nossa demonstração nos lugares onde trabalhamos, onde estudamos, onde convivemos. É ai que seremos julgados. (Forte. Mas real.)
Falo isso para mim também. Não esqueçam que partilho com vocês minhas reflexõs pessoais.

Deus abençoe a todos e a todas

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ofertou tudo quanto tinha para viver!

Hoje, segunda-feira.
Fazemos memória aos mártires do Vietnã, entre os séculos XVII-XIX.
O Evangelho de hoje nos mostram três cenas, e duas atitudes distintas.
A primeira cena é a prática de oferecer ofertas (dízimo) ao templo. Dar ofertas significa devolver a Deus aquilo que recebemos de sua bondade.
Segundo, duas atitudes diante das ofertas. Há pessoas que ofertam o que lhes sobra. Há pessoas que ofertam aquilo que lhe fazem falta.
Diante dessas duas atitudes, meditemos sobre nossas ações na igreja e na vida de nossa comunidade. O que temos dado a Deus: aquilo que nos sobra, ou aquilo que nos faz falta?
Damos a Deus o tempo que nos sobra? Aquele tempo em que não temos mais nada para fazer? Damos a Deus a oferta que não vai para a poupança, para a aplicação financeira, para a compra de ações? O que damos a Deus?
O evangelho de hoje nos remete a essa situação: o que, e quanto, damos a Deus.
Pessemos. Meditemos. Reflitamos. Voltemo-nos para Deus enquanto ele se deixa encontrar. Busquemos devolver a ele aquilo que nos fará falta, para que não falta jamais.

Peçamos ao Senhor que nos ajude a discernir sobre nossa atuação na Igreja e na Comunidade.

Deus abençoe a todos e a todas.

Estive nu, com fome, preso, doente, e fostes me visitar.

Prezados irmãos e irmãs,

Ontem demos início a última semana litúrgica. Significa dizer que, a partir do próximo domingo, iniciaremos o Ano Novo litúrgico. O Advento marca nossa entrada em uma nova perspectiva de caminha rumo ao Reino de Deus. Durante esse ano que se encerra, meditamos o Evangelho de Mateus. No ano que se inicia, será o Evangelho de Marcos que no acompanhará. O objetivo da Igreja é que passemos pelos três sinóticos. Cada um com suas características. Cada um, apesar de suas diferenças, são complementares. Não podemos entender um sem o outro. Cada evangelista deus uma enfase ao ensinamento de Jesus e a resposta que as primeiras comunidades deram a essa doutrina.

No domingo passado festejamos Cristo, Rei do Universo. É uma festa muito interessante para meditarmos. Não temos uma tradição real. Não sabemos o que é ser súdito. Para povos onde existe a figura do real, fica claro e evidente o que é ser rei.

Mas minha reflexão fica no evangelho de ontem. Quem conhece a paróquia onde desenvolvo meu ministério, sabe que há nas paredes a via sacra. Normalmente, fico de frente para a primeira estação da via sacra, denominada, "Jesus é condenado à morte". Sempre medito sobre isso. Esse é o nosso rei. Um homem condenado à morte. Um rei sem exércitos. Um rei cujos súditos são pessoas sem roupas, famintas, presas, peregrinas. Além dos cegos, coxos, surdos.
A realeza de Jesus é diferente da realeza do mundo, pois o reino dele não é deste mundo, como ele mesmo afirmou.
Se queremos ser súditos desse rei, devemo agir como ele: ir ao encontro dos sofredores desse mundo. Estarmos dispostos a darmos a nossa vida pelo Reino. Irmos onde ninguém quer ir: na periferia da vida; onde se encontra o sofrimento. Não há ressurreição sem dor, sem morte.
Ao meditar sobre Jesus Rei, sempre me vem à mente um trono diferente: a cruz; súditos mal vestidos, famintos, presos.
Reflitamos sobre as pastorais sociais: carcerária, da saúde, de atendimento aos famintos. Busquemos ir ao encontro desses irmãos que sofrem, como fez o nosso Rei.

Aqueles que o mundo rejeitam, são esses os súditos de Jesus Rei.
Peçamos a Deus a graça de irmos ao encontro de seus súditos.

Deus abençoe a todos e a todas.

sábado, 22 de novembro de 2008

Deus não é Deus dos mortos, mas dos Vivos

Prezado irmãos e irmãs,

Hoje celebramos a memória de Santa Cecília. Casada muito jovem, com um pagão romano, Cecília informou ao seu marido que havia feito um voto ao Deus cristão de castidade. O marido compreendeu, aceitou a fé, e foi batizado.
O Salmo nos remete a segurança que devemos ter no Senhor. Ele é nosso rochedo. O salmo fala que o Senhor adestrou nossas mãos para a luta e para a guerra. Luta e guerra da fé. Do testemunho. Da proclamação da nossa fé.
Ele é nosso refúgio. O Senhor é a nossa trincheira, nossa fortalezar, nosso abrigo, nosso escudo. Segurança encontramos no Senhor. Nele esperamos, pois coloca sob nossos pés os nossos inimigos.
Deus é Deus dos vivos e não dos mortos. Quando falamos em vivos, dizemos que aqueles que ressuscitaram encontram-se vivos.
Jesus diz que na eternidade os homens e mulheres serão como anjos, isto é, voltaremos ao estado de graça orginal, perdida com o pecado de Adão e Eva.
Prezados irmãos e irmãs, ainda não temos nossa condição divina, precisamos ressuscitar e participar do Reino de Deus. Para isso é preciso praticarmos as ações pedidas por Jesus: vestir os nus, alimentar os famintos, visitar os presos e doentes, libertar os cativos, curar os cegos.
Assim, estaremos prontos para entrar no Reino definitivamente.

Deus abençoe a todos e a todas