quarta-feira, 27 de abril de 2016

Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta!

"Todo ramo que em mim não dá fruto ele (o Pai) o corta; e todo ramo que dá fruto, ele (o Pai) o limpa, para que dê mais fruto ainda" (Jo. 15,2).
Quais são os frutos de que fala Jesus? Como posso saber se estou dando bons frutos?
O próprio Jesus nos dá a resposta: "Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei" (Jo. 15,3).
Queridos e queridas, o fruto do qual Jesus nos fala, está direcionado a nossa vivência. São as chamadas obras de Misericórdia. Viver para o outro, para os pecadores, para os sofredores, esses são os frutos. Frutos espirituais e frutos materiais (corporais). 
Vejamos, a própria palavra nos dá essa dica. Em Mateus 25,31ss, Jesus nos pede que alimentemos os famintos, que demos de beber aos sedentos, que vistamos os nus, visitemos os detentos e doentes, e acolhamos os peregrinos. Estes são frutos produzidos pela Palavra de Deus. Entretanto, somente aqueles que deixam o Espírito Santo agir em suas vidas pessoais, e vivem os frutos do espírito, a saber, "amor, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" (Gal, 5,22), dão os frutos materiais, ou corporais, necessários para a nossa pertença à videira.
No dia de hoje, deixemos que os frutos divinos, ou as obras de misericórdia espirituais e corporais façam parte de nossa vida cotidiana. Essa é a medida com a qual seremos medidos.
Oremos: "Ó Deus, que amais e restituís a incoerência, orientai para vós os nossos corações, para que jamais se fastem da luz da verdade os que tirastes das trevas da desgraça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!"

domingo, 20 de março de 2016

“Dai a César o que é de Cesar; e a Deus o que é de Deus”

O contexto da frase era a pergunta se era lícito ou não pagar o imposto ao império romano, representado pelo imperador Cesar.
Esta frase sempre me intrigou. O que queria dizer Jesus com isso. Alguns afirmam que Jesus fala de que os impostos devem ser pagos. Que é lícito pagar aquilo que é impositivo por parte do poder dominante.
Entretanto, essa explicação sempre me foi vazia de sentido. Não acreditava que seria apenas isso. É uma resposta muito simplória para Jesus.
Depois de longos anos meditando essa expressão, tive a seguinte inspiração, “Quem é César?”; “Quem é Deus”?
César representa toda a opressão política e religiosa. César é tudo aquilo que tira a paz. César é a representação da tirania humana. César é aquele que nos impede de chegarmos até Deus. César é a experiência da escravidão no Egito, na Babilônia, na Pérsia. César é o demônio tentador que oferece a Jesus todos os prazeres do mundo, poder, fama, adoração. César representa as obras da carne (Gal. 5,19): imoralidade sexual, impureza, devassidão, idolatria, feitiçaria, inimizada, contenda, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. César é a personificação do egoísmo, da ausência de Deus. E Paulo disse, que “os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gal. 5,21g).
Em oposição a César temos Deus. E a Deus devemos amar sobre todas as coisas. Em Deus se dá a unidade, pois o chamamos de Pai Nosso. E em torno do Pai comum a de se conquistar o Reino de Deus. Dar a Deus significa visitar os doentes e encarcerados, alimentar os famintos, saciar a sede dos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos. É isso que devemos a Deus, a caridade, a misericórdia, a esmola. Sendo assim, aqueles que buscam fazer a vontade de Deus experimentam os frutos do espírito, que são amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio (Gal 5, 22-23). E por fim, ouviremos de Jesus, “vinde benditos do meu Pai”. Pois vós deixastes que os frutos do Espírito, impregnassem a vossa vida, e praticardes a caridade para com o próximo.
Então, dar a Deus o que é de Deus é crucificar “a carne com suas paixões e seus desejos” (Gal. 5,24). Se quisermos viver em Deu devemos “proceder de acordo com o Espírito” (Gal. 5,25). Sendo assim, “não busquemos vanglória, provocando-nos ou invejando-nos uns aos outros” (Gal 5,26). Quem age assim, está a serviço de César e não de Deus.
Lembremos que dar a Deus o que é de Deus é viver as bem-aventuranças; sendo pobre com os pobres, ter fome com os famintos, chorar com os que choram, ser perseguido pelo nome de Jesus. Isso é motivo de alegria (Lc 6,20-22), pois os que nesta vida possuem riquezas (não partilhada), os que se fartam de comida (não distribuída), os que riem dos necessitados, e os que são elogiados são aqueles que vivem ao lado de César.
Amigos e amigas, lembrem-se sempre “nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou”. E que se a “voz dos profetas se calarem, as pedras falarão”.

Portanto, deem a Deus o que lhe é devido. Afastem-se de tudo aquilo que pode levá-los ao errôneo caminho de César.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Não praticar a vossa justiça diante dos homens (Mt 6,1)

Hoje iniciamos o período litúrgico da Quaresma. Quarenta dias de preparação para a Páscoa. É o momento de revisão de vida, de conversão, de retiro pessoal e comunitário. Oração, Jejum e Esmola são as palavras chave desse período. A cada uma delas, corresponde uma realidade espiritual. E essa realidade, por ser espiritual, é pessoal e tem uma implicação social.
No livro Retiro Quaresmal 2016 - Exercícios Espirituais na vida cotidiana, do Centro de Espiritualidade Inaciana dos Jesuítas (Edições Loyola), lemos que estes "gestos (oração, jejum e esmola) nos humanizam e tornam a vida mais leve e com sentido". Muitas pessoas buscam um sentido para a vida. Apresentam-se com doenças do isolamento social: síndrome do pânico, esquizofrenia, egoísmo, medos. E ainda mais, diz que "a vida é um abrir-se aos demais (esmola), um mergulhar no mistério de Deus (oração) e, ao mesmo tempo, ser capaz de ordenar e dirigir a própria existência (jejum)". E conclui afirmando que "isso implica deixar-se envolver pela graça e permitir que o amor circule em cada um e no mundo, gerando vida em abundância".
A oração torna o coração mais docil a vontade de Deus. "Coloca-nos em sintonia com Deus, para entendermos o que é melhor para nosso verdadeiro bem". É deixar que 'Deus revele sua paternidade e maternidade em cada um de nós.
"O jejum nos humaniza". "Nos torna mais sensíveis  sensíveis e solidários". Jejuar é sair do próprio amor, do próprio querer, do próprio interesse. É renunciar ao "EU" " em favor de de um mundo diferente.
"A esmola não se reduz a um gesto de ordem apenas material: ele  manifesta um ato que indica o fazer-se companheiro de viagem junto a quantos se encontram em dificuldades".
Viva a graça desse período quaresmal.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Sou o que sou, pela graça de Deus (1Cor. 15,10)

"Não tenhas medo!" Com essa expressão Jesus convoca Pedro a ser pescador de homens.
"Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa". Essa é a frase dita a Isaías pelo Serafim ao tocar seus lábios com a brasa tirada do altar.
"É pela graça de Deus que eu sou o que sou". Afirmou Paulo a comunidade de Coríntio.
Isaías teve uma visão do Senhor. Na tradição antiga da Sagrada Escritura, quem visse o Senhor morreria. Ao perceber a realidade que o cercava, o profeta reconhece a sua pequenez e a impureza que toma conta de seus lábios, o pecado. Ao se reconhecer pecador, um dos Serafins que serviam ao Senhor, voa até seu encontro e o purifica com uma brasa tirada do altar. Ao ser tocada, toda a culpa desapareceu. O Senhor precisava dele para anunciar a Palavra.
Pela graça de Deus, Isaías partiu em missão. E esta foi conferida, muito tempo depois, ao apóstolo Paulo. De perseguidor, a testemunha. O Senhor tocará Paulo também. A graça de Deus contagiou o apóstolo. De perseguidor passou a anunciador da Palavra de Deus. Colocou-se à serviço. Compreendeu o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Agora é testemunha como os primeiros Apóstolos e os mais de quinhentos para os quais Jesus apareceu.
As experiências da vida passam a ter sentido quando estamos com Jesus. quando obedecemos suas ordens. Quanto nos colocamos, na gratuidade, para fazer o que ele nos pede.
Pedro e seus companheiros haviam pescado a noite toda. Não conseguiram pegar um peixe se quer. Ao chegarem a praia, viram Jesus. Este alojou-se numa das barcas. Começou a pregar para a multidão. O que dizia ele? Não sabemos. Podemos supor muitas coisas. Falava sobre a confiança em Deus? Falava de sua missão? Falava de que Deus faz nascer onde supostamente não haveria condições para tal?
O que sabemos é que ao terminar sua fala, depois que os pescadores já haviam guardado as redes, Jesus disse, "avança para águas mais profundas", ou seja, volte ao trabalho. Vamos para alto mar. E mais do que isso, "lançai vossas redes para a pesca". Jesus convoca Simão a fazer a mesma coisa que havia feito a noite toda. Qual a grande diferença agora? Esse retorno ao mar se fará após a pregação de Jesus. Mesmo assim, Simão age com desconfiança, "trabalhamos a noite inteira e nada pescamos". Nosso trabalho foi em vão. Hoje "o mar não estava para peixe", como diz o ditador popular. Mas Simão age como todo aquele que crê. "Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes". Em atenção a tudo o que acabamos de ouvir. Em atenção àquilo que Deus Pai pode operar em nossa vida, eu obedeço.
Então, dá-se o milagre. O extraordinário. E Pedro, e os seus companheiros, tomam consciência que estão diante do próprio Deus. Atiram-se aos pés de Jesus. Prostram-se. Reconhecem que são pecadores.
Queridas e queridos, hoje o Senhor nos chama a sermos anunciadores de sua Palavra nos ambientes me que vivemos. Alguns se sentem indignos dessa missão. Acham-se pecadores. Digo três coisas. Primeira, a graça de Deus agem em nós. Somos o que somos pela graça de Deus. Repitamos com Paulo, "É pela graça de Deus que sou o que sou". Segundo, a brasa que purificou a boca do profeta Isaías, vindo do altar, hoje nos purifica também. A hóstia que comungamos é essa brasa. Ela queima todos os nossos pecados. Purifica o nosso coração. Nos prepara para a missão. "Estou aqui! Envia-me!"
Portanto, "Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens". De hoje em diante, tu usarás todo o teu conhecimento, toda a tua vontade, todo o teu entendimento, toda a tua a liberdade, tudo o que tens para seres "pescador" de homens. Anunciador da Palavra. Dispensador da graça de Deus.
A graça não pode ser estéril. Ela deve dar frutos.
Assim, oramos, "velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção". Amém!

domingo, 31 de janeiro de 2016

“A maior delas é a caridade” (1Cor. 12,13)

“Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade” (1 Cor. 12,13).
Esse é o centro da pregação de Paulo para a comunidade de Corinto. A caridade é o maior dom deixado por Jesus. O Pai deu ao Filho o dom maior do amor, a caridade. O próprio Paulo, no mesmo capítulo da carta aos Coríntios, afirma que “a caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; não se alegra com a iniquidade, mas se regozija com a verdade. Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. A caridade não acabará nunca” (1 Cor. 12,4-8).
Paulo afirma que tudo cessará. Todos os dons e carismas vão acabar. Nada permanecerá, somente a caridade. Fé e esperança podem arrefecer, mas a caridade, jamais. A caridade é a fonte de toda fé e de toda esperança. A caridade sustenta a fé e a esperança. Todo ministério eclesial deve ter em vista a caridade. Sem caridade, seremos apenas uma organização social. E nós não o somos, pois somos portadores de um tesouro grandioso (I Cor 4,7). E o transportamos em vasos de barro, por isso necessitamos da viver sempre a caridade.
Jesus, no capitulo 25 de Mateus deixou-nos a concretização da caridade. Disse ele: vinde benditos de meu Pai. Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estava nu e me vestistes; estava doente e fostes me visitar. Era cativo, e fostes me ver. Era peregrino, e destes acolhida. Além da grande lição do ‘bom samaritano’. Este agiu com compaixão (caridade) para com quem ele não conhecia. 
A caridade é a fonte da vivência de toda misericórdia. Dar bom conselho; ensinar os ignorantes (tirar das trevas do não conhecimento de Deus); corrigir o que erra (mostrar que o caminho não é o que o irmão está tomando); consolar os tristes; perdoar as injúrias (até setenta vezes sete); suportar com paciência as fraquezas do próximo (“antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás”; e ainda, “não fostes capazes de vigiar comigo uma hora?”); rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.
Irmãs e irmãos, a Palavra de Deus deve nos conduzir ao encontro do Cristo, para que chegando até Deus possamos ir ao encontro daqueles e daquelas que necessitam da misericórdia do Pai. Sejamos portadores dessa esperança, sejamos mensageiros da caridade.

domingo, 24 de janeiro de 2016

A alegria do Senhor será a vossa força (Ne. 8,10)

Queridas e queridos irmãos, hoje somos chamados a meditarmos sobre nossa relação com a Palavra de Deus. Qual a atenção que damos ao que Deus nos fala através da Sagrada Escritura.
Na leitura do livro de Neemias, vemos o povo reunido desde o amanhecer até o meio dia. Um retiro espiritual diante da Palavra de Deus e daqueles que tinham a obrigação de conduzir espiritualmente o povo de Deus. Ouviam e eram instruídos.
Diz a leitura, os “que instruíam o povo, disseram a todos: 'Este é um dia consagrado ao senhor, vosso Deus! Não fiqueis tristes nem choreis'. Não fiqueis tristes, porque a alegria do Senhor será a vossa força'” (Ne. 8,9-10). Aquele dia, o dia de ouvir a Palavra, fora consagrado ao senhor Deus. Dia em que todo o povo foi ao encontro de Deus para livrar-se de toda tristeza e choro. Deus, rico em misericórdia, não quer ver seu povo acabrunhado, triste, choroso. Ele é um Deus que levanta, dá ânimo e coragem. Sua Palavra é restauradora de forças.
Dizia São Paulo, alegrai-vos no Senhor, sempre, alegrai-vos. E porque devemos nos alegrar, porque somos “todos juntos, o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo” (I Cor. 12, 27). E se somos parte do corpo, não podemos esmorecer. A pertença ao Corpo nos dá ânimo e coragem. Esperança. Força. Alegria. Estamos no corpo como membros, e por isso não podemos nos desligar do corpo.
E somos membro do corpo “para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc. 1,19). Quando Deus transforma e muda nossas vidas, somos convidados a proclamar as maravilhas que ele fez. E quem vive o ano da graça do Senhor sai em missão. Vai ao encontro do outro. Liberta cativos, restitui a visão aos cegos, anuncia a Boa nova aos pobres, “proclama um ano da graça do Senhor”.
Domingo passado éramos chamados de “alegria de Deus”. Hoje, aprendemos que a essa alegria é a nossa força. E se temos a força da alegria, devemos partir em missão. Ao término da missa, o diácono ou o padre diz: “A alegria do Senhor seja a vossa força, ide em paz e o Senhor vos acompanhe”.
Revista-se da força de Deus e parta em missão com alegria que o senhor veio ao seu encontro. Amém!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

“Tu és a alegria de teu Deus” (Is. 62,5d)

“Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei. Também tu és a alegria de teu Deus” (Is. 62, 1.5d.).
O Deus apresentado pelo profeta Isaias é um Deus profundamente humano. Um Deus que se coloca ao lado de cada um de nós; com ternura, amor, alegria, misericórdia.
Por que somos a alegria de Deus, ele nos ama, e este amor não permite que Ele se cale ou descanse enquanto a justiça não for feita para os seres humanos. Enquanto o resgate da graça original, perdida com o pecado original, não retorne ao homem. Fomos criados para vivermos na plenitude do amor de Deus. Mas Adão e Eva, nossos pais espirituais, romperam com esse amor. Mas Deus jamais rompeu a aliança de amor feita com o ser humano. Por isso, Isaias diz que “tu és a alegria de teu Deus”.
Desde a queda, Deus se colocou aos pés de sua criatura para que ela regressasse ao amor original. Ao estado de graça no qual homem e mulher vivam no “paraíso”. Para que retornem à justiça fundante da humanidade. Que voltem a harmonia pensada e querida pelo criador.
Quando alguém olha para outrem com olhar de amor, ternura, dedicação e misericórdia logo se coloca a serviço. Torna-se pronto para ajudar no resgate desta pessoa, pois vê a situação de injustiça (pecado), de desgraça em que a pessoa se encontra.
Assim é nosso Deus. Logo após a queda do ser humano ele se colocou pronto e disponível para trazer à humanidade a situação de justiça. Enquanto a humanidade não entender que em Deus está a justiça e salvação, ele não se calará e não descansará de estar ao lado dos seus.
Deixemos que a alegria do amor de Deus invada nossos corações. Afastemo-nos das mesquinharias do ciúme, da inveja, da discórdia, do medo, da ganância. De todo e qualquer pecado que nos faça olhar para o outro como rival. Deus é amor. Nós fomos criados no amor. O amor é nossa essência. Somos a alegria de Deus. E se Deus é nossa alegria, nada poderá nos afastar de amor de Deus por nós, disse São Paulo.

Lembre-se, “tu és a alegria de teu Deus”.