Hoje iniciamos o período litúrgico da Quaresma. Quarenta dias de preparação para a Páscoa. É o momento de revisão de vida, de conversão, de retiro pessoal e comunitário. Oração, Jejum e Esmola são as palavras chave desse período. A cada uma delas, corresponde uma realidade espiritual. E essa realidade, por ser espiritual, é pessoal e tem uma implicação social.
No livro Retiro Quaresmal 2016 - Exercícios Espirituais na vida cotidiana, do Centro de Espiritualidade Inaciana dos Jesuítas (Edições Loyola), lemos que estes "gestos (oração, jejum e esmola) nos humanizam e tornam a vida mais leve e com sentido". Muitas pessoas buscam um sentido para a vida. Apresentam-se com doenças do isolamento social: síndrome do pânico, esquizofrenia, egoísmo, medos. E ainda mais, diz que "a vida é um abrir-se aos demais (esmola), um mergulhar no mistério de Deus (oração) e, ao mesmo tempo, ser capaz de ordenar e dirigir a própria existência (jejum)". E conclui afirmando que "isso implica deixar-se envolver pela graça e permitir que o amor circule em cada um e no mundo, gerando vida em abundância".
A oração torna o coração mais docil a vontade de Deus. "Coloca-nos em sintonia com Deus, para entendermos o que é melhor para nosso verdadeiro bem". É deixar que 'Deus revele sua paternidade e maternidade em cada um de nós.
"O jejum nos humaniza". "Nos torna mais sensíveis sensíveis e solidários". Jejuar é sair do próprio amor, do próprio querer, do próprio interesse. É renunciar ao "EU" " em favor de de um mundo diferente.
"A esmola não se reduz a um gesto de ordem apenas material: ele manifesta um ato que indica o fazer-se companheiro de viagem junto a quantos se encontram em dificuldades".
Viva a graça desse período quaresmal.
"Toda escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra". (II Tm 3,16-17). Acesse https://diaconiadapalavra.blogspot.com/. Comentários da liturgia diária.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Não praticar a vossa justiça diante dos homens (Mt 6,1)
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Sou o que sou, pela graça de Deus (1Cor. 15,10)
"Não tenhas medo!" Com essa expressão Jesus convoca Pedro a ser pescador de homens.
"Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa". Essa é a frase dita a Isaías pelo Serafim ao tocar seus lábios com a brasa tirada do altar.
"É pela graça de Deus que eu sou o que sou". Afirmou Paulo a comunidade de Coríntio.
Isaías teve uma visão do Senhor. Na tradição antiga da Sagrada Escritura, quem visse o Senhor morreria. Ao perceber a realidade que o cercava, o profeta reconhece a sua pequenez e a impureza que toma conta de seus lábios, o pecado. Ao se reconhecer pecador, um dos Serafins que serviam ao Senhor, voa até seu encontro e o purifica com uma brasa tirada do altar. Ao ser tocada, toda a culpa desapareceu. O Senhor precisava dele para anunciar a Palavra.
Pela graça de Deus, Isaías partiu em missão. E esta foi conferida, muito tempo depois, ao apóstolo Paulo. De perseguidor, a testemunha. O Senhor tocará Paulo também. A graça de Deus contagiou o apóstolo. De perseguidor passou a anunciador da Palavra de Deus. Colocou-se à serviço. Compreendeu o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Agora é testemunha como os primeiros Apóstolos e os mais de quinhentos para os quais Jesus apareceu.
As experiências da vida passam a ter sentido quando estamos com Jesus. quando obedecemos suas ordens. Quanto nos colocamos, na gratuidade, para fazer o que ele nos pede.
Pedro e seus companheiros haviam pescado a noite toda. Não conseguiram pegar um peixe se quer. Ao chegarem a praia, viram Jesus. Este alojou-se numa das barcas. Começou a pregar para a multidão. O que dizia ele? Não sabemos. Podemos supor muitas coisas. Falava sobre a confiança em Deus? Falava de sua missão? Falava de que Deus faz nascer onde supostamente não haveria condições para tal?
O que sabemos é que ao terminar sua fala, depois que os pescadores já haviam guardado as redes, Jesus disse, "avança para águas mais profundas", ou seja, volte ao trabalho. Vamos para alto mar. E mais do que isso, "lançai vossas redes para a pesca". Jesus convoca Simão a fazer a mesma coisa que havia feito a noite toda. Qual a grande diferença agora? Esse retorno ao mar se fará após a pregação de Jesus. Mesmo assim, Simão age com desconfiança, "trabalhamos a noite inteira e nada pescamos". Nosso trabalho foi em vão. Hoje "o mar não estava para peixe", como diz o ditador popular. Mas Simão age como todo aquele que crê. "Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes". Em atenção a tudo o que acabamos de ouvir. Em atenção àquilo que Deus Pai pode operar em nossa vida, eu obedeço.
Então, dá-se o milagre. O extraordinário. E Pedro, e os seus companheiros, tomam consciência que estão diante do próprio Deus. Atiram-se aos pés de Jesus. Prostram-se. Reconhecem que são pecadores.
Queridas e queridos, hoje o Senhor nos chama a sermos anunciadores de sua Palavra nos ambientes me que vivemos. Alguns se sentem indignos dessa missão. Acham-se pecadores. Digo três coisas. Primeira, a graça de Deus agem em nós. Somos o que somos pela graça de Deus. Repitamos com Paulo, "É pela graça de Deus que sou o que sou". Segundo, a brasa que purificou a boca do profeta Isaías, vindo do altar, hoje nos purifica também. A hóstia que comungamos é essa brasa. Ela queima todos os nossos pecados. Purifica o nosso coração. Nos prepara para a missão. "Estou aqui! Envia-me!"
Portanto, "Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens". De hoje em diante, tu usarás todo o teu conhecimento, toda a tua vontade, todo o teu entendimento, toda a tua a liberdade, tudo o que tens para seres "pescador" de homens. Anunciador da Palavra. Dispensador da graça de Deus.
A graça não pode ser estéril. Ela deve dar frutos.
Assim, oramos, "velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção". Amém!
"Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa". Essa é a frase dita a Isaías pelo Serafim ao tocar seus lábios com a brasa tirada do altar.
"É pela graça de Deus que eu sou o que sou". Afirmou Paulo a comunidade de Coríntio.
Isaías teve uma visão do Senhor. Na tradição antiga da Sagrada Escritura, quem visse o Senhor morreria. Ao perceber a realidade que o cercava, o profeta reconhece a sua pequenez e a impureza que toma conta de seus lábios, o pecado. Ao se reconhecer pecador, um dos Serafins que serviam ao Senhor, voa até seu encontro e o purifica com uma brasa tirada do altar. Ao ser tocada, toda a culpa desapareceu. O Senhor precisava dele para anunciar a Palavra.
Pela graça de Deus, Isaías partiu em missão. E esta foi conferida, muito tempo depois, ao apóstolo Paulo. De perseguidor, a testemunha. O Senhor tocará Paulo também. A graça de Deus contagiou o apóstolo. De perseguidor passou a anunciador da Palavra de Deus. Colocou-se à serviço. Compreendeu o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Agora é testemunha como os primeiros Apóstolos e os mais de quinhentos para os quais Jesus apareceu.
As experiências da vida passam a ter sentido quando estamos com Jesus. quando obedecemos suas ordens. Quanto nos colocamos, na gratuidade, para fazer o que ele nos pede.
Pedro e seus companheiros haviam pescado a noite toda. Não conseguiram pegar um peixe se quer. Ao chegarem a praia, viram Jesus. Este alojou-se numa das barcas. Começou a pregar para a multidão. O que dizia ele? Não sabemos. Podemos supor muitas coisas. Falava sobre a confiança em Deus? Falava de sua missão? Falava de que Deus faz nascer onde supostamente não haveria condições para tal?
O que sabemos é que ao terminar sua fala, depois que os pescadores já haviam guardado as redes, Jesus disse, "avança para águas mais profundas", ou seja, volte ao trabalho. Vamos para alto mar. E mais do que isso, "lançai vossas redes para a pesca". Jesus convoca Simão a fazer a mesma coisa que havia feito a noite toda. Qual a grande diferença agora? Esse retorno ao mar se fará após a pregação de Jesus. Mesmo assim, Simão age com desconfiança, "trabalhamos a noite inteira e nada pescamos". Nosso trabalho foi em vão. Hoje "o mar não estava para peixe", como diz o ditador popular. Mas Simão age como todo aquele que crê. "Em atenção à tua palavra, vou lançar as redes". Em atenção a tudo o que acabamos de ouvir. Em atenção àquilo que Deus Pai pode operar em nossa vida, eu obedeço.
Então, dá-se o milagre. O extraordinário. E Pedro, e os seus companheiros, tomam consciência que estão diante do próprio Deus. Atiram-se aos pés de Jesus. Prostram-se. Reconhecem que são pecadores.
Queridas e queridos, hoje o Senhor nos chama a sermos anunciadores de sua Palavra nos ambientes me que vivemos. Alguns se sentem indignos dessa missão. Acham-se pecadores. Digo três coisas. Primeira, a graça de Deus agem em nós. Somos o que somos pela graça de Deus. Repitamos com Paulo, "É pela graça de Deus que sou o que sou". Segundo, a brasa que purificou a boca do profeta Isaías, vindo do altar, hoje nos purifica também. A hóstia que comungamos é essa brasa. Ela queima todos os nossos pecados. Purifica o nosso coração. Nos prepara para a missão. "Estou aqui! Envia-me!"
Portanto, "Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens". De hoje em diante, tu usarás todo o teu conhecimento, toda a tua vontade, todo o teu entendimento, toda a tua a liberdade, tudo o que tens para seres "pescador" de homens. Anunciador da Palavra. Dispensador da graça de Deus.
A graça não pode ser estéril. Ela deve dar frutos.
Assim, oramos, "velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção". Amém!
domingo, 31 de janeiro de 2016
“A maior delas é a caridade” (1Cor. 12,13)
“Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade” (1 Cor. 12,13).
Esse é o centro da pregação de Paulo para a comunidade de Corinto. A caridade é o maior dom deixado por Jesus. O Pai deu ao Filho o dom maior do amor, a caridade. O próprio Paulo, no mesmo capítulo da carta aos Coríntios, afirma que “a caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; não se alegra com a iniquidade, mas se regozija com a verdade. Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. A caridade não acabará nunca” (1 Cor. 12,4-8).
Paulo afirma que tudo cessará. Todos os dons e carismas vão acabar. Nada permanecerá, somente a caridade. Fé e esperança podem arrefecer, mas a caridade, jamais. A caridade é a fonte de toda fé e de toda esperança. A caridade sustenta a fé e a esperança. Todo ministério eclesial deve ter em vista a caridade. Sem caridade, seremos apenas uma organização social. E nós não o somos, pois somos portadores de um tesouro grandioso (I Cor 4,7). E o transportamos em vasos de barro, por isso necessitamos da viver sempre a caridade.
Jesus, no capitulo 25 de Mateus deixou-nos a concretização da caridade. Disse ele: vinde benditos de meu Pai. Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estava nu e me vestistes; estava doente e fostes me visitar. Era cativo, e fostes me ver. Era peregrino, e destes acolhida. Além da grande lição do ‘bom samaritano’. Este agiu com compaixão (caridade) para com quem ele não conhecia.
A caridade é a fonte da vivência de toda misericórdia. Dar bom conselho; ensinar os ignorantes (tirar das trevas do não conhecimento de Deus); corrigir o que erra (mostrar que o caminho não é o que o irmão está tomando); consolar os tristes; perdoar as injúrias (até setenta vezes sete); suportar com paciência as fraquezas do próximo (“antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás”; e ainda, “não fostes capazes de vigiar comigo uma hora?”); rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.
Irmãs e irmãos, a Palavra de Deus deve nos conduzir ao encontro do Cristo, para que chegando até Deus possamos ir ao encontro daqueles e daquelas que necessitam da misericórdia do Pai. Sejamos portadores dessa esperança, sejamos mensageiros da caridade.
domingo, 24 de janeiro de 2016
A alegria do Senhor será a vossa força (Ne. 8,10)
Queridas e
queridos irmãos, hoje somos chamados a meditarmos sobre nossa relação com a Palavra
de Deus. Qual a atenção que damos ao que Deus nos fala através da Sagrada
Escritura.
Na leitura do
livro de Neemias, vemos o povo reunido desde o amanhecer até o meio dia. Um
retiro espiritual diante da Palavra de Deus e daqueles que tinham a obrigação
de conduzir espiritualmente o povo de Deus. Ouviam e eram instruídos.
Diz a leitura,
os “que instruíam o povo, disseram a todos: 'Este é um dia consagrado ao
senhor, vosso Deus! Não fiqueis tristes nem choreis'. Não fiqueis tristes, porque
a alegria do Senhor será a vossa força'” (Ne. 8,9-10). Aquele dia, o dia de
ouvir a Palavra, fora consagrado ao senhor Deus. Dia em que todo o povo foi ao
encontro de Deus para livrar-se de toda tristeza e choro. Deus, rico em
misericórdia, não quer ver seu povo acabrunhado, triste, choroso. Ele é um Deus
que levanta, dá ânimo e coragem. Sua Palavra é restauradora de forças.
Dizia São
Paulo, alegrai-vos no Senhor, sempre, alegrai-vos. E porque devemos nos alegrar,
porque somos “todos juntos, o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros
desse corpo” (I Cor. 12, 27). E se somos parte do corpo, não podemos esmorecer.
A pertença ao Corpo nos dá ânimo e coragem. Esperança. Força. Alegria. Estamos
no corpo como membros, e por isso não podemos nos desligar do corpo.
E somos membro
do corpo “para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc. 1,19). Quando Deus
transforma e muda nossas vidas, somos convidados a proclamar as maravilhas que
ele fez. E quem vive o ano da graça do Senhor sai em missão. Vai ao encontro do
outro. Liberta cativos, restitui a visão aos cegos, anuncia a Boa nova aos
pobres, “proclama um ano da graça do Senhor”.
Domingo passado
éramos chamados de “alegria de Deus”. Hoje, aprendemos que a essa alegria é a
nossa força. E se temos a força da alegria, devemos partir em missão. Ao
término da missa, o diácono ou o padre diz: “A alegria do Senhor seja a vossa
força, ide em paz e o Senhor vos acompanhe”.
Revista-se da
força de Deus e parta em missão com alegria que o senhor veio ao seu encontro.
Amém!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
“Tu és a alegria de teu Deus” (Is. 62,5d)
“Por amor de Sião não me calarei, por amor de
Jerusalém não descansarei. Também tu és a alegria de teu Deus” (Is. 62, 1.5d.).
O Deus apresentado pelo profeta Isaias é um Deus
profundamente humano. Um Deus que se coloca ao lado de cada um de nós; com
ternura, amor, alegria, misericórdia.
Por que somos a alegria de Deus, ele nos ama, e
este amor não permite que Ele se cale ou descanse enquanto a justiça não for
feita para os seres humanos. Enquanto o resgate da graça original, perdida com
o pecado original, não retorne ao homem. Fomos criados para vivermos na
plenitude do amor de Deus. Mas Adão e Eva, nossos pais espirituais, romperam
com esse amor. Mas Deus jamais rompeu a aliança de amor feita com o ser humano.
Por isso, Isaias diz que “tu és a alegria de teu Deus”.
Desde a queda, Deus se colocou aos pés de sua
criatura para que ela regressasse ao amor original. Ao estado de graça no qual
homem e mulher vivam no “paraíso”. Para que retornem à justiça fundante da
humanidade. Que voltem a harmonia pensada e querida pelo criador.
Quando alguém olha para outrem com olhar de amor,
ternura, dedicação e misericórdia logo se coloca a serviço. Torna-se pronto
para ajudar no resgate desta pessoa, pois vê a situação de injustiça (pecado),
de desgraça em que a pessoa se encontra.
Assim é nosso Deus. Logo após a queda do ser
humano ele se colocou pronto e disponível para trazer à humanidade a situação
de justiça. Enquanto a humanidade não entender que em Deus está a justiça e
salvação, ele não se calará e não descansará de estar ao lado dos seus.
Deixemos que a alegria do amor de Deus invada
nossos corações. Afastemo-nos das mesquinharias do ciúme, da inveja, da
discórdia, do medo, da ganância. De todo e qualquer pecado que nos faça olhar
para o outro como rival. Deus é amor. Nós fomos criados no amor. O amor é nossa
essência. Somos a alegria de Deus. E se Deus é nossa alegria, nada poderá nos
afastar de amor de Deus por nós, disse São Paulo.
Lembre-se, “tu és a alegria de teu Deus”.
domingo, 27 de dezembro de 2015
“Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade” (Lc. 2,39).
A
grande reflexão de hoje é a própria segunda leitura.
Ao falarmos sobre a Sagrada Família,
somos convidados a viver a experiência que Paulo chama aos da comunidade de
Colosso a viverem: “sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e
paciência” (Col. 3,12b). Foi no ambiente familiar, na companhia de seus pais,
que Jesus aprendeu essas virtudes divinas.
Junto
com essas qualidades espirituais, aprendeu a como ser suporte, suportar, “uns
aos outros”. Animando-os nos momentos de queda. Incentivando-os nas horas em
que a fé parece sucumbir.
Foi
no ambiente familiar que Jesus aprendeu o que é perdão. Que não se perdoa apenas
sete vezes; mas setenta vezes sete.
Na
família Jesus aprendeu a amar, “pois o amor é o vínculo da perfeição” (Col
3,14b). Aprendeu a amar com os desprendimento de seu pai José, e na entrega de
sua mãe Maria. Ainda em família, Jesus aprendeu a agradecer sempre. Foi em casa
que Ele, crescendo em sabedoria, graça e estatura, aprendeu a ouvir a Palavra
de Deus. Em Nazaré era admoestado e ensinado com sabedoria. Foi me família que
aprendeu a cantar a “Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de
graças” (Col. 3,16).
Maria
o modelo de solicitude para com seu esposo. José amando sua esposa, não sendo
grosseiro com ela. Nos ensinam qual o relacionamento entre esposa e esposo.
Nada de grandioso, de extraordinário. Como Filho obediente, Jesus aprendeu a
obedecer, só assim pode fazer a vontade do Pai do Céu. A
harmonia conjugal fez com que Jesus pudesse responder aquilo para que ele
encarnou. Jamais foi intimidado pelos seus pais da terra para que não
desanimasse em sua caminhada.
Queridos
e queridas, é possível viver como a Sagrada Família. Basta ouvir e viver a
Palavra de Deus. Colocar em prática aquilo que nos ensina Paulo na sua carta
aos Colossenses 3,12-21.
sábado, 26 de dezembro de 2015
“Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10,22b).
Logo
após a celebração do Natal, temos a festa de Santo Estêvão.
Sendo
um dos primeiros diáconos, foi o primeiro mártir após o surgimento da Igreja.
Fora escolhido pela comunidade cristã grega para se colocar a serviço da mesa
para as viúvas e órfãos. “Cheio de
graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (At. 6,8).
A
simplicidade e a humildade do serviço de Estêvão o fez forte e grande diante de
Deus e dos homens. Repleto da graça de Deus, e revestido do poder do Espírito
Santo, Estêvão realizava “grandes sinais entre o povo” (At. 6,8). Não havia pedido nada para si. Fora escolhido
pelos seus para ser um simples dispensador da caridade dentre os irmãos. Um
missionário da misericórdia de Deus que não faz acepção de pessoas, mas acolhe
a todos.
As
qualidades para a escolha foi definida pelos apóstolos. Para o serviço da mesa,
deveriam ser escolhidos homens de “boa fama, repletos do Espírito e de
sabedoria” (At. 6,3). Segue o livro dos Atos dos Apóstolos dizendo que
escolheram, dentre outros, Estêvão, “homem cheio de fé e do Espírito Santo”
(At. 6,5b).
Ser
cheio de fé significa colocar-se nas mãos de Deus. Não temer a missão dada. Não
colocar impedimentos para que a misericórdia de Deus aja no mundo. Estar pleno
do Espírito Santo é confiar que Deus age em nós. Que nossas palavras são
inspiradas por Deus. É enfrentar as situações mais adversas da vida.
Ao
celebramos a festa de santo Estêvão logo após a celebração do Natal, devemos
recordar que mesmo na adversidade da manjedoura, mesmo na simplicidade do
estábulo, a alegria do Evangelho deve ser confirmada pela pregação e pela
misericórdia, pois foi por misericórdia que a Trindade Santa decidiu pela
encarnação do Filho. E santo Estêvão soube entender isso, e nos deixou seu
exemplo.
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