Prezadas irmãs e imãos,
Hoje celebramos o segundo domingo da páscoa de 2012. Já a algum tempo, o Beato João Paulo II instituiu este domingo, como o Domingo da Misericórdia.
O Evangelho de hoje, reitado de João, capítulo 20, versículos de 19 a 31. Refer-se ao aparecimento de Jesus. A Inceredulidade de Tomé. O envio do Espírito Santo. O mandado para a missão. A bem aventurança para aqueles que acreditaram sem terem visto.
Teríamos muita coisa para falarmos desse texto. Entretanto, Santo Inácio de Loyola nos ensina que não é muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente.
Destaco uma pequena pequena frase: "A paz esteja convosco!" Jesus repete-a três vezes ao longo do texto. Vamos ver cada uma delas.
Inicalmente, Jesus se coloca no meio dos discípulos num momento de apreensão. Eles estavam com medo dos judeus. Jesus havia sido crucificado. Tinha morrido. Se fizeram isso com ele, o que não se poderia fazer com os seus discípulos. É precios ficar escondido. Fecha o coração. Fechar a mente. Tenho medo e vergonha de anunciar Jesus como o Cristo.
Jesus rompe as barreira. Ele entra sem que a porta seja aberta. Ele anima. Toma conta do coração. Da mente. Da palavra. Da evangelização. Ele oferece a Paz. A Paz de Jesus é animadora. Ao ouvirem essa palavra, os discípulos se alegraram. Mas note bem, a alegria da Paz vem depois de Jesus mostrar as marcas da crucificação. Elas não são tristeza, pois para chegar a ressurreição é preciso passar pela cruz. Pela dor.
Após livrar o coração de toda tristeza, de todo medo, de toda angústia, Jesus deseja, novamente, a sua Paz. Com a segunda Paz, ele envia o Espírito Santo sobre seus discípulos, e diz que eles são enviados em missão para perdoar os pescados.
Aqui faço uma digressão. Normalmente, se usa esse texto para se falar do sacramento da penitência, e é verdade. Mas eu gostaria de ir mais além. Veja, Jesus fala em dar o perdão. No Pai Nosso rezamos: "perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido". Nós pedimos o perdão com a promessa de perdoar também. Somente será perdoado, aquele que perdoar. Em outros lugares do evangelho vemos isso. Mateus 5,24: "... deixa tua oferenda, vai reconciliar-te com teu irmão". Em Lucas 15,34: "este teu irmão estava morto e reviveu, gtinha-se perdido e foi reencontrado". João 15,13: "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos". Assim, Jesus nos chama a sermos misericordiosos para com os outros, se quisermos ter a misericórdia, o perdão dos nossos pecados.
E a terceira Paz, é dada diante da incredulidade de Tomé. Esse discípulo representa um pouco de cada um de nós. Será que nossa fé é tão grande que cremos sem termos vistos? Jesus deseja a Paz. A Paz é símbolo da fé da comunidade. Tomé precisa ser inserido na comunidade. Tomé precisa receber a Paz. É necessário que ele se reconcilie com a Comunidade. Com o próprio Jesus.
Tomé queria ver para crer. Jesus mostra os símbolos de seu martírio e morte. Tomé entende que para se ter a Paz de Jesus, e se chegar à ressurreição. E anunciar que "vimos o Senhor", é preciso passar pela cruz. Sem cruz, não há ressurreição.
Três desejos de Paz. Três momentos diferentes de nosso crescimento de nossa fé.
E encerra, fazendo a única Bem Aventurança do evangelho de João: "Bem aventurados os que creram sem terem visto!"
Queridas irmãs e irmãos, é hora de vermos quem somos diante de Jesus: os discípulos, ou Tomé?
"Toda escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda boa obra". (II Tm 3,16-17). Acesse https://diaconiadapalavra.blogspot.com/. Comentários da liturgia diária.
domingo, 15 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Domingo de Ramos
Prezadas amigas e amigos,
Hoje inicamos nossa Semana Santa. Estamos chegando ao fim da quaresma. Depois de refletirmos sobre nossa fé, chegou a hora de irmos para Jerusalém com Jesus.
É em Jerusalém que o Senhor fará a sua última ceia pascal (e a primeira nossa).
O que significa Jerusalém? Jerrusalém é o centro religioso, centro político. Jerusalém é a base política do império romano no oriente médio.
Jerusalém dá a visibilidade necessária para uma das cenas mais marcantes da história da humanidade.
Um homem, que passou fazendo o bem será condenado por um crime hediondo que não cometeu. Isto o levará para a cruz. Um Deus, que veio ao encontro de suas criaturas não foi reconhecido, pois o nosso pecado nos cega.
Chegou da hora de refletirmos em nossos corações: queremos Barrabás ou Jesus? Vamos ficar com nossos pecados (Barrabás) ou vamos querer estar com Jesus, livres daquilo que nos impede de vermos Deus no meio de nós?
Mas ficar com Jesus significa sofrer. Significa ser flagelado. Significa ir para a cruz. Significa morrer. Morrer para tudo que nos afasta do nosso Deus: intrigas, fofocas, falta de caridade, desprezo pelo próximo.
Irmãs e irmãos, hoje é a grande oportunidade de fazermos nossa opção: "Quem vós quereis que eu vos solte, Barrabás ou Jesus?"
Hoje inicamos nossa Semana Santa. Estamos chegando ao fim da quaresma. Depois de refletirmos sobre nossa fé, chegou a hora de irmos para Jerusalém com Jesus.
É em Jerusalém que o Senhor fará a sua última ceia pascal (e a primeira nossa).
O que significa Jerusalém? Jerrusalém é o centro religioso, centro político. Jerusalém é a base política do império romano no oriente médio.
Jerusalém dá a visibilidade necessária para uma das cenas mais marcantes da história da humanidade.
Um homem, que passou fazendo o bem será condenado por um crime hediondo que não cometeu. Isto o levará para a cruz. Um Deus, que veio ao encontro de suas criaturas não foi reconhecido, pois o nosso pecado nos cega.
Chegou da hora de refletirmos em nossos corações: queremos Barrabás ou Jesus? Vamos ficar com nossos pecados (Barrabás) ou vamos querer estar com Jesus, livres daquilo que nos impede de vermos Deus no meio de nós?
Mas ficar com Jesus significa sofrer. Significa ser flagelado. Significa ir para a cruz. Significa morrer. Morrer para tudo que nos afasta do nosso Deus: intrigas, fofocas, falta de caridade, desprezo pelo próximo.
Irmãs e irmãos, hoje é a grande oportunidade de fazermos nossa opção: "Quem vós quereis que eu vos solte, Barrabás ou Jesus?"
domingo, 25 de março de 2012
Quaresma - tempo de olhar para nossa fé
Queridas irmãs e irmãos,
O tempo da Quaresma nos é propício para refletirmos sobre nossa fé. Em nenhuma das leituras dominicais vimos Jesus fazendo curas. Mas contemplamos Jesus nos questionando sobre nossa Fé. Nossa prática. Nossa vida diante de da proposta do Evangelho.
No 1º Domingo, fomos chamados a mediar sobre as "Tentações de Jesus". Aqui há um convite para meditarmos sobre as tentações que vivemos no nosso dia-a-dia, e como vencê-las.
No 2º Domingo, contemplamos a Transfiguração de Jesus. Ele é lei e profeta. Em Jesus somos chamados a sermos profetas diante do mundo que se coloca para nós. Não basta ficarmos na montanha, presos em tendas. É preciso viver diariamente a experiência da profecia e libertação das pessoas.
Já no 3º Domingo fomos convidados a meditar sobre nossa relação com o templo. Mas ir além do templo material e olharmos para nós como templos do Espírito Santo. Se somos templo devemos agir dessa forma. Os templos físicos devem ser modelos para nosso templo espiritual.
No 4º Domingo, Jesus se apresenta como Vida e Luz. Se Jesus é vida e luz, e nós comungamos todos os domingos, devemos ser luz e vida para todos aqueles e aquelas que convivem conosco. Indicar o caminho. Ser exemplo. Mostrar com atitudes nossa fé.
E hoje, 5º Domingo, a glorificação vem pela morte. É preciso morrer para ressuscitar. É preciso sofrer para mercer a glorificação.
Queridas irmãs e irmãos, estamos chegando ao fim de nosso retiro quaresmal. É hora de olharmos para nossa vida e descubrirmos se estamos prontos para ir com Jesus até Jerusalém para que, com ele, sejamos julgados, flagelados, presos na cruz, e morrer com ele?
Reflitamos.
O tempo da Quaresma nos é propício para refletirmos sobre nossa fé. Em nenhuma das leituras dominicais vimos Jesus fazendo curas. Mas contemplamos Jesus nos questionando sobre nossa Fé. Nossa prática. Nossa vida diante de da proposta do Evangelho.
No 1º Domingo, fomos chamados a mediar sobre as "Tentações de Jesus". Aqui há um convite para meditarmos sobre as tentações que vivemos no nosso dia-a-dia, e como vencê-las.
No 2º Domingo, contemplamos a Transfiguração de Jesus. Ele é lei e profeta. Em Jesus somos chamados a sermos profetas diante do mundo que se coloca para nós. Não basta ficarmos na montanha, presos em tendas. É preciso viver diariamente a experiência da profecia e libertação das pessoas.
Já no 3º Domingo fomos convidados a meditar sobre nossa relação com o templo. Mas ir além do templo material e olharmos para nós como templos do Espírito Santo. Se somos templo devemos agir dessa forma. Os templos físicos devem ser modelos para nosso templo espiritual.
No 4º Domingo, Jesus se apresenta como Vida e Luz. Se Jesus é vida e luz, e nós comungamos todos os domingos, devemos ser luz e vida para todos aqueles e aquelas que convivem conosco. Indicar o caminho. Ser exemplo. Mostrar com atitudes nossa fé.
E hoje, 5º Domingo, a glorificação vem pela morte. É preciso morrer para ressuscitar. É preciso sofrer para mercer a glorificação.
Queridas irmãs e irmãos, estamos chegando ao fim de nosso retiro quaresmal. É hora de olharmos para nossa vida e descubrirmos se estamos prontos para ir com Jesus até Jerusalém para que, com ele, sejamos julgados, flagelados, presos na cruz, e morrer com ele?
Reflitamos.
domingo, 29 de janeiro de 2012
"Um ensinamento novo, dado com autoridade..."
Queridas irmãs,
Queridos irmãos,
Nossa liturgia de hoje nos leva a meditar sobre dois assuntos: O profeta e sua ação; qual a melhor vocação para se viver o chamado de Deus?
Inicialmente, na leitura de Deuteronômio, Moisés fala ao povo que Deus suscitará um profeta. Este deveerá comunicar tudo o Pai deseja e ordena. Jesus é esse profeta.
Aqui vale dizer que profeta não é aquele que prevê o futuro, mas sim aquele, ou aquela, que olha a realidade vivida pelo povo, pela sociedade, pela Igreja, medita a palavra de Deus e exorta as pessoas a viverem conforme a vontade do Senhor. O profeta deve apontar os desvios vivido pelo povo, pelas autoridades, pelos religiosos. O profeta não precisa ser sacerdote. O profeta é suscitado por Deus onde ele quiser. Todos aqueles que compoem o povo de Deus (leigos, diáconos, sacerdotes, bispos) podem ser profetas. O profeta não está necessariamente inserido na hierarquia eclesial. Jesus não era sacerdote (no sentido restrito da palavra) mas tinha autoridade para profetizar nas sinagogas, pois VIVIA a palavra que pregava.
Hoje somos chamados a ser profetas. Mas, primeiramente, devemos confrontar nossa vida pessoal com a Palavra de Deus. Isso é que dá autoridade ao profeta: viver conforme a palavra; falar conforme a palavra; viver buscando fazer caridade; falar palavras de incentivo e exortação.
Não fiquemos presos a autoridade de Jesus. Mas busquemos fazer com que nossa vida esteja conforme a Palavra de Deus para termos autoridade de ensinar, exortar, libertar, curar.
Segundo. Paulo fala de que modo seguir Jesus: casados ou celibatários?
A primeira vista, poeríamos dizer que Paulo fala apenas que os não casados, os celibatátios, as virgens seria pessoas habilitadas para viver plenamente a opção pelo Senhor.
Mas devemos ficar atentos. Paulo fala numa época em que o casamento era a única soluçãoa para as pessoas. Para as pessoas que não casavam, apenas lhes restava servir no templo. Paulo valoriza o serviço do templo. A dedicação integral ao serviço do Senhor no templo e na evangelização.
Entretanto, nos dias de hoje, muitas pessoas e famílias dedicam-se ao serviço da evangelização mesmo sendo casadas. Tendo filhos. Se preocupando em manter a família. Existem famílias de missionários. Famílias que se deslocam para outros lugares para pregar o evangelho.
Paulo nos faz meditar sobre a divisão de nosso coração. Às vezes, mesmo sendo celibatários, pode-se ter o coração dividido: desejo pessoal, ganância, falta de solidariedade.
Paulo nos chama a meditarmos sobre: "Amar a Deus sobre todas as coisas". Deus deve estar acima de nosso matrimônimo; de nosso celibato. Seja qualquer estado de vida para o qual somos chamados, devemos colocar Deus acima de tudo. Inclusive de nosso trabalho pessoal.
Deus nos abençoe.
Queridos irmãos,
Nossa liturgia de hoje nos leva a meditar sobre dois assuntos: O profeta e sua ação; qual a melhor vocação para se viver o chamado de Deus?
Inicialmente, na leitura de Deuteronômio, Moisés fala ao povo que Deus suscitará um profeta. Este deveerá comunicar tudo o Pai deseja e ordena. Jesus é esse profeta.
Aqui vale dizer que profeta não é aquele que prevê o futuro, mas sim aquele, ou aquela, que olha a realidade vivida pelo povo, pela sociedade, pela Igreja, medita a palavra de Deus e exorta as pessoas a viverem conforme a vontade do Senhor. O profeta deve apontar os desvios vivido pelo povo, pelas autoridades, pelos religiosos. O profeta não precisa ser sacerdote. O profeta é suscitado por Deus onde ele quiser. Todos aqueles que compoem o povo de Deus (leigos, diáconos, sacerdotes, bispos) podem ser profetas. O profeta não está necessariamente inserido na hierarquia eclesial. Jesus não era sacerdote (no sentido restrito da palavra) mas tinha autoridade para profetizar nas sinagogas, pois VIVIA a palavra que pregava.
Hoje somos chamados a ser profetas. Mas, primeiramente, devemos confrontar nossa vida pessoal com a Palavra de Deus. Isso é que dá autoridade ao profeta: viver conforme a palavra; falar conforme a palavra; viver buscando fazer caridade; falar palavras de incentivo e exortação.
Não fiquemos presos a autoridade de Jesus. Mas busquemos fazer com que nossa vida esteja conforme a Palavra de Deus para termos autoridade de ensinar, exortar, libertar, curar.
Segundo. Paulo fala de que modo seguir Jesus: casados ou celibatários?
A primeira vista, poeríamos dizer que Paulo fala apenas que os não casados, os celibatátios, as virgens seria pessoas habilitadas para viver plenamente a opção pelo Senhor.
Mas devemos ficar atentos. Paulo fala numa época em que o casamento era a única soluçãoa para as pessoas. Para as pessoas que não casavam, apenas lhes restava servir no templo. Paulo valoriza o serviço do templo. A dedicação integral ao serviço do Senhor no templo e na evangelização.
Entretanto, nos dias de hoje, muitas pessoas e famílias dedicam-se ao serviço da evangelização mesmo sendo casadas. Tendo filhos. Se preocupando em manter a família. Existem famílias de missionários. Famílias que se deslocam para outros lugares para pregar o evangelho.
Paulo nos faz meditar sobre a divisão de nosso coração. Às vezes, mesmo sendo celibatários, pode-se ter o coração dividido: desejo pessoal, ganância, falta de solidariedade.
Paulo nos chama a meditarmos sobre: "Amar a Deus sobre todas as coisas". Deus deve estar acima de nosso matrimônimo; de nosso celibato. Seja qualquer estado de vida para o qual somos chamados, devemos colocar Deus acima de tudo. Inclusive de nosso trabalho pessoal.
Deus nos abençoe.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
"Então é Natal!"
Prezadas amigas e amigos,
Em breve vamos comemorar o Natal. Nascimento de Jesus. Ou melhor dizendo: Encarnação de Jesus.
Existe uma diferença entre nascer e encarnar. Encarnar significa assumir a carne. Fazer-se semelhante à criatura. Tornar-se um com os diferentes. Tomar a feição humana.
Jesus mais doque nasceu. Sendo Deus, despojou-se de sua condição divina para assumir a nossa condição Humana (Fl 2,6-8).
Segundo São Paulo, ao assumir a condição humana, Jesus (Deus) sujeitou-se à morte, e morte de cruz.
Celebrar o Natal de Jesus é também fazer memória à sua morte. É vislimbrar a Cruz como fim da encarnação e início de uma vida nova.
Toda a alegria do Natal deve nos levar a uma reflexão mais profunda de toda nossa existência religiosa. Devemos perguntar em nossa coração: Estou amando Deus sobre todas as coisas? Procura a justiça do Reino de Deus? Ando conforme os mandamentos? Estou sendo missonário, missonária do Evangelho de Jesus? Tenho praticado as obras de misericórdia? Como anda minha vida de oração? Estou disposto ou disposta a aceitar a cruz em minha vida?
Queridas amigas e amigos, não deixemos que a alegria do Natal ofusque a cruz da redenção. Não deixemos que a mesa farta, ofusque a pobreza que nos cerca. Não deixemos que a liberdade do dia 25 ofusque minha percepção daqueles que estão encarcerados.
Meditemos sobre o Natal, tendo a perspectiva da Cruz e da Ressurreição.
Feliz Natal!
Em breve vamos comemorar o Natal. Nascimento de Jesus. Ou melhor dizendo: Encarnação de Jesus.
Existe uma diferença entre nascer e encarnar. Encarnar significa assumir a carne. Fazer-se semelhante à criatura. Tornar-se um com os diferentes. Tomar a feição humana.
Jesus mais doque nasceu. Sendo Deus, despojou-se de sua condição divina para assumir a nossa condição Humana (Fl 2,6-8).
Segundo São Paulo, ao assumir a condição humana, Jesus (Deus) sujeitou-se à morte, e morte de cruz.
Celebrar o Natal de Jesus é também fazer memória à sua morte. É vislimbrar a Cruz como fim da encarnação e início de uma vida nova.
Toda a alegria do Natal deve nos levar a uma reflexão mais profunda de toda nossa existência religiosa. Devemos perguntar em nossa coração: Estou amando Deus sobre todas as coisas? Procura a justiça do Reino de Deus? Ando conforme os mandamentos? Estou sendo missonário, missonária do Evangelho de Jesus? Tenho praticado as obras de misericórdia? Como anda minha vida de oração? Estou disposto ou disposta a aceitar a cruz em minha vida?
Queridas amigas e amigos, não deixemos que a alegria do Natal ofusque a cruz da redenção. Não deixemos que a mesa farta, ofusque a pobreza que nos cerca. Não deixemos que a liberdade do dia 25 ofusque minha percepção daqueles que estão encarcerados.
Meditemos sobre o Natal, tendo a perspectiva da Cruz e da Ressurreição.
Feliz Natal!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Advento: ano novo, vida nova!
Queridas irmãs e irmãos,Iniciamos um novo ano litúrgico. O Advento é o momento de aprofundarmos nossa oração. É hora de contemplarmos a encarnação de Jesus, vislumbrando a sua volta.
Ao intensificar nosso momento de oração, buscamos voltar nosso olhar para aqueles que tem fome, sede, estão nus, encontram-se presos ou estão nos hospitais sem nenhuma visita. É Jesus que se faz presente em cada uma dessas pessoas.
O Advento reveste a Igreja de roxo. Mas não o roxo da penitência. E sim da espera. Da expectativa. Da esperança. Da volta definitiva de Jesus. Conforme lemos em Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículo 11b: “Homens da Galileia, porque vocês estão ai parados, olhando para o céu? Esse Jesus que foi tirado de vocês e levado para o céu, virá do mesmo modo com que vocês o viram partir para o céu” (At 1,11b ).
O Advento é o momento de vivermos para o aqui e o agora vislumbrando o futuro, o amanhã. Somos convidados a meditar sobre nossa prática religiosa. Aprofundarmos nossos relacionamentos.
Em seus Exercícios Espirituais, Santo Inácio de Loyola ao iniciar a segunda semana dos Exercí-cios, nos convida a contemplarmos a encarnação da segunda pessoa da Trindade da seguinte forma: “Aqui recordarei como as três Pessoas divinas, lançando os olhos sobre toda a terra cheia de homens, e vendo como todos se precipitavam no inferno, decretaram em sua eternidade que a segunda Pessoa da SS. Trindade se fizesse homem para salvar o gênero humano, e assim, chegada a plenitude dos tempos, o Arcanjo S. Gabriel foi enviado a N. Senhora” (EE 102).
Ao propor essa meditação, Santo Inácio que nos levar a refletir sobre nossa situação diante de tão grande mistério. Nossos pecados nos levam para o caminho oposto do Reino dos Céus.
Meditemos. Olhemos para nossos corações. Para nossas condutas. Para nossas ações. Para nossas palavras. A exterioridade do Natal não pode ofuscar a grandiosidade da salvação do gênero humano.
Aproveitemos esse momento para realizarmos uma mudança de vida.
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