segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"... Pela oração".

Prezados irmãos e irmãs,

Evangelho: Mc. 9,14-29. No fim desse evangelho Jesus diz: "Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser pela oração".
Existem vários tipos de espíritos que nos imobilizam a agirmos para fazer o bem. Egoísmo. Inveja. Ciúmes. Esses são os espíritos que nos impedem de vivermos em comunidade verdadeiramente. Esses espíritos só são eliminados através da oração diária. A adoração a Jesus no Eucaristia. O Sacramento da Penitência. O jejum seguido das obras de caridade.
Somente nos veremos livres dos espíritos que nos fazem mudos para proclamar a palavra de Deus, e surdos para ouvirmos sua palavra, quando praticarmos a oração diária.
Não esqueçam, irmãos e irmãs, de meditarem diariamente a Palavra de Deus.

Deus abençoe a todos e a todas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"... De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perde a própria vida?"

Prezados irmãos e irmãs,

As leituras da liturgia de hoje estão em Gn, 11, 1-9 e Mc 8,34-9,1.
Na primeira leitura vemos a humanidade querendo construir uma torre. Querem ser poderosos. Querem alcançar o céu. Tocar no mais alto. Ira além daquilo que Deus pensou para a humanidade.
Não podemos esquecer que até fim do capítulo 11 do livro do Gêneses, temos a narração da chamada explicação da humanidade. Os autores tinham que explicar porque havia muitas línguas.
Mas o sentido espiritual escondido é mais uma vez o homem querendo se igualar a Deus.
A frase que dá título a nossa reflexão de hoje é tirada do versículo 36. Foi com esse versículo que Santo Inácio de Loyola mostrou a São Francisco Xavier de que não valeria a pena gastar toda a sua força conquistando as honrarias do mundo, se perdesse a sua alma, isto é, não tivesse a vida eterna.
Nosso problema hoje é que pensamos que a vida eterna acontece aqui e agora. Por isso lutamos para ter conforto, dinheiro, plano de saúde, escolas particulares, boa comida, casa boa e outras coisas mais. Além disso, nos meios acadêmicos vemos as vaidades científicas.
Quando Inácio conheceu Francisco Xavier, este era um jovem universitário. Conforme a biografia de Inácio, Xavier era belo, formos, inteligente. O melhor aluno.
Entretanto, a vaidade tomava conta de seu coração. Inácio percebeu que se aquele rapaz assim continuasse, viria a se perder.
Inácio tanto fez, que Xavier mudou de vida. Tornou-se Santo. Missionário no oriente.
Queridos irmãos e irmãs, meditemos em nossos corações qual tem sido nossa atitude: valorizamos as coisas do mundo, ou estamos dispostos a renunciar tudo, tomar a nossa cruz e seguir Jesus até a morte. Queremos ganhar a nossa vida, ou estamos dispostos a perdê-la por causa do Evangelho (como fez Paulo) e por causa de Jesus? Nos envergonhamos de Jesus, ou claramente demonstramos a nossa fé com argumentos plausíveis diante daqueles que nos quesitonam e questionam a Igreja?

Deus abençoe a todos e a todas

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"O Senhor olhou a terra do alto..."

Prezados irmãos e irmãs,

O título dessa reflexão é tirado do refrão do salmo responsarial da liturgia de hoje. Os textos bíblicos são: Gn 9,1-13; Sl 101(102); Mc. 8,27-33.
O livro deo Gêneses narra o fim do dilúvio. É a chamada recriação. Deus devolve ao ser humanos todo o paraíso novamente. Mas agora sem a imortalidade. A mancha do pecado permanece. Somente em Jesus seremos liberto, pois ele há de vencer a morte, conforme narra Marcos: "... ele devia ser morte e ressuscitar...".
Deus anuncia a Noé e a seus filhos que pedirá conta aos homens que derramarem o sangue de outro homem. Devemos nos ater na conduta que nós, seres humanos, devemos ter uns para com os outros, para com a natureza, e para consigo mesmo.
Em seguida, no Evangelho, Jesus interpela os apóstolos para saberem quem as pessoas dizem ser ele. Para em seguida, questionar os apóstolos sobre a mesma questão. Estamos diante de um realidade atual: a experiência pessoal de Jesus. Essa era a realidade da Igreja nascente: a experiência das apóstolos, e a experiência daqueles que começavam a se agregar aos cristãos.
Os outros são aqueles que apenas ouviram falar de Jesus. São aqueles que apenas foram atrás dos milagres de Jesus. São aqueles que gostam de ouvir Jesus falar, se sentem bem. Hoje em dia diríamos que Jesus tem uma "mensagem" bonita. Um grande motivador.
Para os apósotlos deve ser diferente. Esses devem fazer uma experiência pessoal (íntima) de Jesus. Eles convivem. Andam. Comem. Participam de toda a vida de Jesus. Foram chamados para serem os continuadores dessa missão. Não podem ficar presos apenas ao que estão vendo. Devem ir mais além.
E ai, Pedro toma a palavra. Aquele que vai ser o primeiro papa, afirma: "Tu és o messias". Essa firmação é muito forte. Reconher naquele homem, igual a eles, o messias é proclamar que Deus está no meio de nós. É olhar para um homem e ver a presença salvadora e libertadora de Deus.
Mas Jesus pede que a ninguém seja revelado isso, pelo menos por hora. Ainda é preciso que certas coisas aconteçam. Ele anuncia a paixão. Se os apóstolos fizeram a experiência pessoal de Jesus, devem saber que passarão pela paixão também. Vão sofrer. Vão morrer. Mas ressuscitarão. Os principais desse mundo vão condenar a Igreja, tal como condenaram Jesus. Nós devemos estar preparados para isso. Devemos aprender o valor do sofrimento espiritual, que muitas vezes passa pelo sofrimento físico. Dai o valor dos jejuns. O valor da abstinência. O valor da oração. Não existe jejum brando. Jejum é jejum. É aprender com o sacrifício o valor de um bem maior. É aprender a depender de Deus inteiramente. É ordenar as paixões desornadas. É saber controlar jestos, palavras. Língua. Jejum sem oração é vazio. Quando jejuamos devemos aumentar nossas orações diárias.
O evangelho termina com a cena de Pedro dizendo que Jesus não dissesse tais coisas. Pedro não conseguia conceber que o Messias fosse sofrer, afinal de contas, ele era Deus também. Mas Jesus sabe que isso é um pensamento do diabo. E sabe também que o diabo pode usar pessoas boas para nos afastar da vontade de Deus.
Fiquemos atentos ao que nos acontece no dia-a-dia. Tenha um bom diretor espiritual para ajudar você a adequar sua vida à vontade de Deus.

Deus abençoe a todos e a todas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"O que torna o homem impuro é o que sai dele!"

Prezados irmãos e irmãs,

Nossa liturgia de hoje está em Gn 2,4-9.15-17 e Mt 7,14-23.
Em Gênesis vemos a narração da criação do jardim do Édem. Muita se fala e expecula em relação a esse lugar. Mas como nossa bíblia não é um livro de ciências, e sim um livro da experiência religiosa de um povo, vamos colocar algumas inspirações que tive durante meu momento de oração.
Primeiro, Deus forma as coisas. Deus dá existência a tudo. Tudo, para ter vida, precisa de água. Água é fonte de vida. Cuidar da água e da terra é obra de misericórdia, pois a vida brota dai, e terra e água são criações de Deus.
Em seguida, Deus cria o homem. Mas esse ainda não tem vida. A vida dada ao ser humano vem do sopro de Deus. Sopro na bíblia é o mesmo que espírito. A raiz é a mesma. Nós somos moldados apartir de Deus. Entender-se criado por Deus e entneder-se parte da natureza. É enterder-se parte do que foi criado. É entender-se como senhor das coisas, irmãos do próximo.
Terceiro, as duas árvores: da vida e do conhecimento do bem e do mal. Não vamos entender isso como uma proibição do estudo. Deus que que o homem e a humanidade construa o conhecimento. O que Deus deixa registrado é que o conhecimento científico não pode ser absolutizado, pois só Deus é absoluto.
Quarto, "se comeres desse fruto morrerás". Eta palavra difícil. Quando queremos nos igualar a Deus provocamos a nossa morte. Deixamos de lado aquele sopro vivificante. Queremos achar que o nosso sopro é suficiente. E ai nossa alma morre.
O Evnagelho fala de impureza. A primeira leitura fala de comer da árvaro da vida. O impulso de comer da árvore "proibida" não vem de fora, mas de dentro do homem. O desejo acontece dentro de cada um de nós. Alguém pode até mentir para que pequemos, mas se nossa fé é profunda, saberemos que decisões tomar.

E ai Jesus fala que o que é impuro é aquilo que sai pela nossa boca. A boca é um órgão perigoso. Ela mata. Ela mente. Ela julga sem provas. Mas, ela constroe, une, cria laços de amizade, compreende.

Aprendamos com Jesus. Deixemos que de nossas bocas sá saim palavras boas, palavras que edifiquem os corações, palavras que possasm construir a paz, palavras que levem a união das pessoas.

Deus abençoe a todos e a todas

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"E Deus viu que era bom..."

Prezados irmãos e irmãs,

Leituras: Gn 1,1-19 e Mc 6,53-56.
Quinta semana do tempo comum. O Tempo Comum é um tempo propício para contemplarmos a vida pública de Jesus. Como ele agia no dia-a-dia.
A litrugia de hoje nos leva a uma reflexão muito interessante. Marcos inicia dizendo que Jesus acabara de atrevessar o Mar da Galiléia. Na primeira leitura, O Espírito de Deus pairava sobre as águas. Jesus é conduzido pelo Espírito de Deus. Mesmo estando num barco, paira sobre as águas (não esqueçamos que em outra parte do evangelho Jesus caminha sobre as águas).
Em seguida, na primeira leitura Deus cria a luz e vê que a luz era boa. Jesus é a luz. Ele será chamado de Bom Mestre e responderá que só Deus é bom. A bondade divina leva a criação, a recriação (dilúvio) e à salavação - Jesus. As curas de Jesus são uma nova criação. Ao curar um doente, ao expulsar um espírito mal, Jesus recoloca na sociedade aquele que estava afastado do convívio. Todas as curas de Jesus eram, e são boas (e Deus viu que era bom).
Após a queda (pecado original), Deus traça seu plano de salavação da humanidade. Em Jesus essa salvação se consuma. Os doentes são curados. A fé é tão grande, que acreditavam que bastava tocar na ponta de veste para ficarem curados. E isso acontecia.
Basta acreditar num pequeno pedaço de pão, transformado no corpo do Senhor para sermos livres e libertos de todas as nossas enfermidades.
E Deus viu que era bom. Jesus é Bom. Deus é bom. Jesus é Deus. Como dizia o Papa João Paulo II: Jesus é o rosto divino do homem e o rosto humano de Deus. Verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, Jesus é a prova viva de que é possível vivermos a santidade nos dias de hoje.

Reflitamos sobre nossas ações.

Deus abençoe a todos e a todas.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco"

Prezados irmãos e irmãs,

A liturgia de hoje está em Mc 6,30-34.
Temos três momentos distintos: Primeiro, os apóstolos voltam da missão e passam a fazer um relatório para Jesus. Contam como foi a missão. Tudo o que tinham feito e ensinado. Aqui vemos a Igreja atuando.
Segundo, Jesus chama os apóstolos para um lugar deserto. Jesus nos ensina que após a missão devemos avaliar. Devemos nos retirar para orar. Olhar para dentro. Preparar-se para continuar a caminhada.
Terceiro, a missão precisa continuar. As multidões estão perdidas. Ovelhas sem pastor.

Assim devemos agir.

Peçamos a Deus que em nossa caminhada sejamos apóstolos. Homens e mulheres de oração e ação.

Deus abençoe a todos e a todas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino"

Prezados irmãos e irmãs,

A liturgia de hoje está em Mc 6,14-29.
Esse evangelho nos oferece várias reflexões. Mas quero me ater a uma que, no mundo de hoje, me parece muito importante: a questão de como utilizamos o poder que temos.
Marcos começa informando que o nome de Jesus havai se tornado muito conhecido, e que Herodes ouvira falar dele. Além disso, muitos judeus acreditavam que João havia retornado, ou que Jesus fosse um dos profestas que precederia o Messias. Mas que para que entendêssemos porque os judeus entendiam que Jesus era João ressuscitado, Marcos conta a história da morte de João.
Minha reflexão caminha por ai. O que fazemos com o poder que temos ou que nos é dado?
Herodes era rei. Como todo rei tinha poder sobre seu povo: poder de vida e de morte. Poder de condenar e de perdoar. Poder de fazer guerra ou paz. Diz o ditado popular que "palavra de rei não volta atrás". Grande bobagem. Nenhuma palavra pode ser utilizada para destruir o outro. Nenhum ordem pode ser dade para que o próximo morra. Existem muitas maneiras de decapitar alguém.
Devemos nos precaver das ordens que damos. Ordens são complicadas de serem dadas. Antes de exercermos a autoridade que nos foi dada (e que temos) devemos ouvir aqueles que nos cercam. Todo poder pode ser questionável, principalmente que gera morte. Todo poder deve gerar vida. As ações de Jesus (os diversos milagres que fez) sempre geraram vida.
Marcos nos mostra a contradição entre o pai da morte (o diabo, personificado por Herodes), e o Filho que gera Vida (Jesus).

Pensemos nas nossas ações. Pensemos na posição social que ocupamos. Pensemos no poder que nos foi dado e como estamos utilizando-o: para a vida ou para a morte?

Deus abençoe a todos e a todas.